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Violência leva mulher a perder gravidez após agressões em João Pessoa

Violência leva mulher a perder gravidez após agressões em João Pessoa

Mulher afirma ter sido agredida e ameaçada com arma após fim do relacionamento

Carlos HenriqueCarlos Henrique
24 de fevereiro de 2026
3 min de leitura
Policial

Uma mulher de 28 anos denunciou o ex-namorado à polícia após relatar uma sequência de agressões físicas e ameaças que, segundo ela, resultaram na perda de uma gestação de 12 semanas. O caso foi registrado na última segunda-feira (23), em João Pessoa.

De acordo com o relato prestado às autoridades, a vítima manteve um relacionamento de aproximadamente três meses com o suspeito, período em que chegaram a morar juntos. Com o passar do tempo, ela afirma ter percebido comportamentos possessivos e crises frequentes de ciúmes por parte do ex-companheiro.

Histórico de violência e término do relacionamento

Ainda conforme o depoimento, a primeira agressão física ocorreu durante o período do Carnaval, episódio que motivou o fim da relação. Mesmo após o término, a mulher relata que continuou sendo alvo de intimidações.

Na sexta-feira (20), ao visitar a residência da ex-sogra, a vítima afirma ter sido surpreendida pela chegada do suspeito. No local, ele teria iniciado novas agressões físicas, puxando-a pelos cabelos, desferindo chutes e proferindo ameaças de morte.

Ameaças com arma e pedido de socorro

Segundo a mulher, durante o ataque, o agressor chegou a apontar uma arma para o rosto dela. Assustada, conseguiu fugir e buscar abrigo na casa de uma vizinha, onde pediu socorro.

Em um dos trechos mais fortes do depoimento, a vítima descreveu a violência sofrida:

“Ele me puxou pelo cabelo, disse que ia me matar e começou a me chutar, inclusive na cabeça e no rosto, mesmo sabendo que eu estava grávida.”

Ela afirmou ainda que o agressor ameaçou sua família e destruiu emocionalmente sua rotina. “Ele não destruiu só meu psicológico, mas também meu físico. Minha família também está sofrendo”, relatou.

Relatos de intimidação e retenção de objetos pessoais

A mulher contou que o suspeito chegou a dizer a familiares que preferia responder por feminicídio a ser enquadrado na Lei Maria da Penha. Ela também relatou que teve celulares tomados pelo agressor, sob a justificativa de que os aparelhos continham mensagens que poderiam incriminá-lo.

“Ele disse que eu tinha traído, mas isso nunca aconteceu. Eu só queria sair do relacionamento porque via que ele era agressivo”, afirmou.

Medida protetiva e investigação em andamento

Após registrar o boletim de ocorrência, a vítima solicitou uma medida protetiva de urgência. Segundo o advogado dela, Daniel Alisson, a solicitação foi deferida pela Justiça, mas o suspeito ainda não foi oficialmente intimado.

O defensor informou que acompanha o caso e que busca a responsabilização do agressor por violência doméstica. A Polícia Civil deve conduzir as investigações para apurar as denúncias, as ameaças relatadas e as circunstâncias da perda da gestação.

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Última atualização: 24/02/2026