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TST determina efetivo mínimo de 80% durante greve dos Correios

TST determina efetivo mínimo de 80% durante greve dos Correios

TST determina que 80% dos trabalhadores dos Correios permaneçam em atividade durante a greve, citando a essencialidade do serviço.

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Luis Gomes
15 de setembro de 2026
2 min de leitura
Brasil

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de pelo menos 80% do efetivo de trabalhadores dos Correios durante a greve da categoria. A decisão foi tomada no último sábado (12) pelo presidente do tribunal, ministro Vieira de Mello Filho, após a estatal recorrer à Justiça para garantir o funcionamento mínimo dos serviços.

Os Correios consideram a paralisação abusiva. Ao analisar o pedido, o ministro entendeu que a atividade desempenhada pela empresa é essencial e que a interrupção dos serviços pode causar impactos à sociedade, especialmente durante o período eleitoral de 2026.

TST cita impacto nas eleições de 2026

Na decisão, Vieira de Mello Filho destacou os compromissos assumidos pelos Correios com órgãos públicos e empresas privadas relacionados às eleições deste ano.

Segundo o ministro, o período de campanha eleitoral já está em andamento, o que aumenta os possíveis efeitos da paralisação sobre a população.

“A atividade essencial desenvolvida pela suscitante se agiganta em face dos compromissos assumidos com entes públicos e privados relacionados ao pleito eleitoral de 2026, cujo período de campanha encontra-se em curso, o que agrava os impactos à sociedade do movimento paredista”, afirmou.

Trabalhadores reivindicam acordo coletivo

A greve dos trabalhadores dos Correios começou na quinta-feira (10). A categoria reivindica a aprovação do acordo coletivo de trabalho 2025/2026, depois que as negociações da campanha salarial terminaram sem consenso.

Os sindicatos também contestam o modelo de reestruturação da estatal, que prevê medidas como o fechamento de agências e a redução de distritos postais. Os trabalhadores ainda afirmam que não podem ser responsabilizados pela situação financeira enfrentada pela empresa.

De acordo com a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a categoria tentou chegar a uma solução negociada, mas os debates terminaram sem acordo.

Um dos principais pontos de divergência envolve o plano de saúde destinado aos trabalhadores, aposentados e seus familiares.

Correios adotam medidas para manter entregas

Diante da paralisação, os Correios informaram que acionaram um plano de continuidade de negócios para tentar diminuir os impactos da greve sobre as operações.

Entre as medidas anunciadas estão a mobilização de empregados administrativos para auxiliar nas atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões.

Segundo a estatal, as ações têm como objetivo preservar o fluxo logístico e reduzir os efeitos da paralisação sobre os serviços de entrega.

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Última atualização: 15/09/2026