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Trump pressiona aliados por navios em Hormuz, mas enfrenta resistência

Trump pressiona aliados por navios em Hormuz, mas enfrenta resistência

Trump pressiona países a enviarem navios a Hormuz, mas enfrenta rejeição de aliados em meio à guerra com o Irã.

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Luis Gomes
17 de março de 2026
3 min de leitura
Internacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta resistência internacional ao pedido para que países aliados enviem navios de guerra ao estreito de Hormuz, região estratégica controlada pelo Irã. A proposta, feita em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, não teve adesão significativa até o momento.

Nesta segunda-feira (16), governos de países como Reino Unido, Alemanha, Itália, Grécia e Austrália rejeitaram a proposta. Já Japão, Coreia do Sul e Holanda informaram que avaliam a situação, mas sinalizam baixa probabilidade de participação. A Espanha também descartou qualquer envolvimento militar.

Em declaração na Casa Branca, Trump afirmou que alguns países demonstraram pouco entusiasmo com a iniciativa, apesar do apoio histórico dos Estados Unidos. O presidente também criticou diretamente o Reino Unido, manifestando insatisfação com a postura britânica. O primeiro-ministro Keir Starmer respondeu que o país não pretende se envolver em um conflito mais amplo na região.

Trump indicou ainda que espera algum tipo de apoio da França, citando conversa com o presidente Emmanuel Macron, embora o governo francês tenha sinalizado posição contrária ao envio de forças militares.

O estreito de Hormuz é uma rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito. O conflito, iniciado há pouco mais de duas semanas pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, já provoca impactos no comércio global de energia.

Sem apoio imediato, Trump elevou o tom e afirmou que a falta de colaboração europeia pode afetar o futuro da Otan. A aliança, liderada pelos Estados Unidos, reúne países da América do Norte e da Europa. O governo alemão, por sua vez, declarou que o conflito com o Irã não é responsabilidade da organização.

Enquanto isso, a União Europeia mantém posição cautelosa. A chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, afirmou que não há interesse em atuação militar na região, destacando que o conflito não envolve diretamente o continente europeu.

O governo americano também tentou envolver a China, principal compradora de petróleo iraniano, mas sem sucesso até o momento. Em paralelo, o Irã tem adotado estratégias para manter o fluxo de petróleo e pressionar a economia global, incluindo ações militares e sinalizações de controle seletivo da passagem no estreito.

Apesar das tensões, Teerã afirmou que o estreito permanece aberto para outros países. Um petroleiro paquistanês conseguiu atravessar a região sem incidentes recentes, embora rotas alternativas indiquem possíveis riscos de navegação.

A escalada militar já atinge infraestruturas estratégicas. Ataques iranianos atingiram o terminal de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, levando à suspensão de embarques. O aeroporto de Dubai também foi fechado após explosões provocadas por drones.

O cenário amplia a instabilidade global e pressiona mercados energéticos, enquanto a comunidade internacional resiste a uma ampliação do conflito militar na região.

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Última atualização: 17/03/2026