O técnico da seleção do Egito, Hossam Hassan, fez duras críticas à arbitragem após a derrota por 3 a 2 para a Argentina, no Atlanta Stadium, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista concedida à imprensa internacional, o treinador afirmou que o resultado da partida foi influenciado por decisões tomadas dentro e fora de campo.
"Vou dizer o que está na minha alma, independentemente das consequências: isto foi claramente um jogo comprado, e o mundo inteiro viu. Fomos melhores. O que aconteceu não foi justo nem equilibrado", declarou.
Hassan afirmou que a Argentina teria exercido pressão sobre a equipe de arbitragem antes e durante o confronto. Segundo o treinador, a comissão técnica egípcia já havia manifestado preocupação com a escolha do árbitro da partida.
“Parecia ter havido pressão da Argentina sobre o árbitro, o que levou a esse desfecho. Nós já tínhamos expressado nossas objeções a esse árbitro”, afirmou.
O treinador também questionou o terceiro gol da Argentina. Na avaliação dele, houve uma falta no início da jogada que não foi revisada pelo árbitro de vídeo.
“Nem sequer houve revisão do VAR. Todos vimos que puxaram a camisa, mas a jogada não foi revertida para anular o gol. É assim a vida, injusta. Merecíamos a vitória”, disse.
Hassan ainda afirmou que a eliminação representou mais do que um resultado esportivo e criticou a condução da partida.
“Não vimos respeito nem fair play”, declarou.
O treinador voltou a direcionar críticas ao árbitro François Letexier e afirmou que desconfiou da postura do juiz durante uma conversa realizada antes da partida.
“Pensei que talvez ele estivesse escondendo alguma coisa, que talvez tivesse algo a ocultar. Quem tem algo a esconder, às vezes, não consegue esconder totalmente, e foi exatamente isso que senti naquela conversa”, afirmou.
Apesar da eliminação, Hassan destacou que o Egito esteve próximo da classificação e lamentou o resultado.
“Tínhamos a vitória muito perto. São os pequenos detalhes que fazem a diferença nos grandes jogos. Estamos muito tristes, porque tínhamos o jogo em nossas mãos”, declarou.
Ao encerrar a entrevista, o treinador afirmou que não acompanhará o restante da Copa do Mundo em forma de protesto.
“Não vou acompanhar o resto deste Mundial da Fifa, e prometo isso. É a minha luta interna, minha objeção pessoal, minha própria maneira de levantar a voz e me manter firme. Não vou ver um único jogo deste torneio”, concluiu.

