Mais de duas décadas após deixar a personagem Tiazinha, Suzana Alves afirmou que ainda convive com os impactos da fama conquistada nos anos 1990. Em entrevista ao programa The Noite com Danilo Gentili, do SBT, a atriz relembrou os bastidores do sucesso na televisão, falou sobre o desconforto com a exposição do corpo e comentou arrependimentos ligados ao período em que se tornou símbolo sexual da TV brasileira.
Durante a conversa, Suzana contou que hesitou antes de aceitar participar do piloto do quadro exibido no programa H, apresentado por Luciano Huck na Band. Segundo ela, a proposta inicial causou desconforto devido ao figurino utilizado pela personagem.
“Eu fiquei um pouco horrorizada com a questão da lingerie. Eu falei que não, agradeci. Na semana seguinte ele me ligou novamente dizendo que ficaram comigo na cabeça”, afirmou.
A atriz revelou ainda que a máscara usada por Tiazinha surgiu como uma tentativa de amenizar o incômodo com a exposição pública. Na época, ela enfrentava dificuldades financeiras relacionadas à faculdade.
“Eu estava devendo a faculdade e perguntei para eles se eles me dariam o valor da faculdade e eu faria o piloto. Mas eu pedi para usar uma máscara, porque tudo já começou muito desconfortável para mim”, disse.
Suzana Alves também comentou as comparações frequentes entre Tiazinha e a personagem Feiticeira, além de refletir sobre os efeitos da superexposição em sua vida pessoal e profissional.
“Eu me arrependo da exposição do nu, de algo tão íntimo. Não é um arrependimento que eu sofro”, declarou durante a entrevista.
Além da carreira artística, Suzana é formada em Jornalismo, estudou balé clássico no Theatro Municipal de São Paulo e cursou Psicologia. Atualmente, ela também atua como empresária.
A participação no programa desta quinta-feira marcou ainda a divulgação do livro “Por Trás da Máscara - 21 Dias de Cura para Você Encontrar sua Verdadeira Identidade”. Na obra, Suzana revisita episódios da própria trajetória e propõe reflexões sobre autoestima e identidade.
“Quis fazer um livro acessível, uma leitura simples, voltada ao povão que me projetou. Uma leitura de 21 dias, em três partes, para você entender o meu processo e também se reencontrar nele”, explicou.

