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Servidores da Educação ocupam secretaria e sinalizam greve em Campina Grande

Servidores da Educação ocupam secretaria e sinalizam greve em Campina Grande

Categoria cobra progressões do magistério e reajuste do apoio e critica demora da gestão municipal

Carlos HenriqueCarlos Henrique
24 de fevereiro de 2026
2 min de leitura
Paraíba

Servidores da rede municipal de ensino de Campina Grande realizaram, na manhã desta segunda-feira (23), uma assembleia em frente à Secretaria Municipal de Educação e ocuparam pacificamente o prédio como forma de protesto. A mobilização foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e da Borborema (SINTAB) e terminou com indicativo de greve aprovado pela categoria.

Durante o ato, que reuniu profissionais do Magistério e do Apoio, os trabalhadores anunciaram a convocação de uma nova assembleia para o dia 11 de março, novamente na sede da Secretaria Municipal de Educação de Campina Grande. Segundo o sindicato, o movimento deve ser intensificado caso as reivindicações não avancem.

Entre os principais pontos cobrados estão a publicação do decreto que trata das progressões do magistério e a adequação do salário mínimo dos servidores do Apoio. O vice-presidente do SINTAB, Napoleão Maracajá, fez duras críticas à condução do processo pelo prefeito Bruno Cunha Lima.

De acordo com o dirigente sindical, o texto do decreto já teria sido elaborado em conjunto com a própria gestão municipal, mas permanece sem publicação oficial. Para ele, a demora representa falta de compromisso com a categoria. “O decreto está pronto, foi construído com a participação do sindicato e da gestão, mas o prefeito segue adiando a publicação”, declarou.

A ocupação do prédio ocorreu de forma pacífica e, segundo o sindicato, não interferiu em atividades administrativas, já que o local estaria sem funcionamento no momento do protesto. O ato contou ainda com apresentações culturais dos violeiros Luciano Leonel e Rogério Meneses, que utilizaram a música para criticar a atual administração municipal.

Além das pautas salariais, a mobilização trouxe denúncias sobre problemas estruturais na rede de ensino. A diretora sindical Glaucineth Cavalcante afirmou que há relatos de falta de merenda escolar em algumas unidades, situação que estaria levando servidores a comprarem alimentos com recursos próprios.

“Existem escolas em que funcionários estão colocando dinheiro do bolso para garantir a alimentação das crianças”, afirmou.

Em nota divulgada durante o protesto, o SINTAB destacou que a ausência de diálogo, aliada a atrasos administrativos, tem provocado desmotivação e insegurança entre os trabalhadores. Para a entidade, a valorização dos servidores é fundamental para assegurar a qualidade do serviço educacional oferecido à população.

A categoria aguarda um posicionamento da Prefeitura e não descarta a deflagração de greve caso as reivindicações continuem sem resposta.

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Última atualização: 24/02/2026