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São Paulo registra 13 casos de sarampo e reforça vacinação

São Paulo registra 13 casos de sarampo e reforça vacinação

São Paulo confirma 13 casos de sarampo em 2026 e amplia recomendação da dose zero para bebês em três municípios.

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Luis Gomes
22 de julho de 2026
3 min de leitura
Brasil

O estado de São Paulo registrou 13 casos de sarampo em 2026, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). Os diagnósticos foram confirmados em bebês de até 1 ano e em adultos com idades entre 20 e 50 anos. Diante do cenário epidemiológico, a pasta reforçou as medidas de vacinação para ampliar a proteção da população.

Desde junho, a SES-SP recomenda a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, em bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

A dose zero é aplicada seis meses antes da primeira dose prevista no calendário de vacinação e tem como objetivo proteger os recém-nascidos durante o primeiro ano de vida. A secretaria ressalta, no entanto, que essa aplicação não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

“Após recebê-la, a criança deve seguir normalmente o esquema vacinal de rotina, com a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses”, informou a SES-SP.

A orientação também se estende a crianças, adolescentes e adultos que não receberam as doses recomendadas. A secretaria pede que esse público procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e atualizar a caderneta.

A SES-SP alerta que o sarampo pode atingir diferentes faixas etárias e reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção e de interrupção da circulação do vírus.

“Com o aumento dos casos, a vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenir o sarampo”, destacou a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang.

“É fundamental que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças, e que adolescentes e adultos procurem uma unidade de saúde para atualizar o esquema vacinal sempre que necessário”, acrescentou.

A secretaria também informou que pessoas com dúvidas sobre a vacinação podem acessar o portal Vacina 100 Dúvidas, que reúne informações sobre imunização, eficácia das vacinas, eventos adversos, doenças imunopreveníveis e os riscos da não vacinação.

Segundo especialistas, o sarampo é altamente transmissível porque suas partículas virais permanecem suspensas no ar em forma de aerossóis, permitindo que o vírus continue no ambiente mesmo após a saída da pessoa infectada.

“O sarampo não poupa pessoas que não tenham sido vacinadas e, em cenários de baixa cobertura vacinal, é a primeira doença que se manifesta”, afirmou o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri.

O especialista lembrou que o Brasil eliminou o sarampo em 2016 e novamente em 2024, mas ressaltou que ainda podem ocorrer casos importados ou decorrentes desses registros, especialmente em razão dos surtos existentes em países da América.

Kfouri destacou que o fortalecimento da vacinação e da vigilância epidemiológica é essencial para evitar a reintrodução da doença. Segundo ele, a manutenção de coberturas vacinais acima de 95% com as duas doses e a identificação rápida de casos suspeitos são fundamentais para impedir que ocorrências isoladas evoluam para uma nova circulação sustentada do vírus.

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Última atualização: 22/07/2026