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São Paulo confirma novo caso de morcego com vírus da raiva

São Paulo confirma novo caso de morcego com vírus da raiva

Prefeitura de São Paulo confirma morcego com vírus da raiva em Alto de Pinheiros e reforça orientações para prevenção da doença.

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Luis Gomes
29 de julho de 2026
3 min de leitura
Brasil

A Divisão de Vigilância de Zoonoses (DVZ), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo, confirmou um caso de morcego infectado com o vírus da raiva no bairro Alto de Pinheiros, na zona oeste da capital. O animal foi encontrado no dia 21 de julho e, após a confirmação do diagnóstico, equipes da prefeitura realizaram ações educativas na região para orientar moradores e reforçar medidas de prevenção.

Com o novo registro, a cidade de São Paulo soma oito casos de morcegos infectados com o vírus da raiva em 2026. As ocorrências foram identificadas nas áreas atendidas pelas Unidades de Vigilância em Saúde (UVIS) de Santa Cecília, Capela do Socorro, Guaianases, Santo Amaro/Cidade Ademar e Lapa/Pinheiros, onde foi confirmado o caso mais recente.

A raiva é uma zoonose causada por um vírus do gênero Lyssavirus que pode atingir todos os mamíferos, incluindo os seres humanos. Atualmente, nas áreas urbanas, os morcegos são considerados os principais transmissores da doença, tornando qualquer contato com esses animais motivo de atenção.

A transmissão ocorre principalmente por meio de mordidas, arranhões ou lambeduras de animais infectados. Segundo o médico infectologista Marcos Vini da Silva, integrante do Comitê de Medicina Tropical da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), os sintomas podem surgir dias ou até anos após a infecção, embora o período mais comum seja de aproximadamente 45 dias.

O especialista alerta que, após o início dos sintomas, a doença não possui tratamento e pode levar à morte. Por isso, a proteção depende do início imediato da profilaxia antes do aparecimento das manifestações clínicas, com a aplicação da vacina antirrábica e, quando indicado, da vacina associada ao soro antirrábico.

Em caso de contato direto com um morcego, a orientação é lavar imediatamente o local atingido com água e sabão e procurar um serviço de saúde para avaliação médica. Os primeiros sintomas da doença incluem febre baixa, mal-estar e alterações de sensibilidade na região da lesão. Com a evolução do quadro, podem surgir dificuldade para engolir água, espasmos provocados pelo contato com o ar, agitação intensa, paralisias e outros sintomas neurológicos.

O infectologista também ressalta que qualquer acidente envolvendo morcegos ou outros mamíferos silvestres deve ser avaliado por um profissional de saúde, mesmo quando a lesão aparenta ser pequena.

A vacinação antirrábica anual continua sendo a principal forma de proteção para cães e gatos. Caso um animal doméstico tenha contato com um morcego, o tutor deve procurar atendimento veterinário e comunicar o caso às autoridades de saúde.

A Secretaria Municipal da Saúde reforça que morcegos nunca devem ser tocados, mesmo quando aparentam estar mortos. Se o animal for encontrado caído, dentro de residências ou apresentar comportamento incomum, a recomendação é manter distância e solicitar a remoção pelos canais oficiais da Prefeitura de São Paulo.

Além disso, pessoas que frequentam cavernas, grutas ou áreas de mata devem utilizar roupas que cubram braços e pernas, além de botas ou calçados fechados, para reduzir o risco de contato com morcegos.

A Prefeitura de São Paulo disponibiliza atendimento para remoção de morcegos por meio do SP156 e do telefone 156. Em casos de mordidas, arranhões ou lambeduras provocados por morcegos, cães, gatos, herbívoros ou outros animais silvestres, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e início do tratamento, quando necessário. A vacinação antirrábica para cães e gatos é gratuita e oferecida nos postos permanentes de vacinação do município.

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Última atualização: 29/07/2026