Dirigentes do São Paulo Futebol Clube foram cobrados por torcedores após reunião do Conselho Deliberativo realizada nesta sexta-feira. O presidente Harry Massis falou com a imprensa ao término do encontro, descartou qualquer possibilidade de golpe contra sua gestão e afirmou que haverá investigação sobre denúncias envolvendo ingressos no Morumbis.
Um dos principais temas debatidos no conselho foi o esquema ilegal de ingressos no estádio, caso que citou o nome de Christina Massis, filha do presidente, nas denúncias. Harry negou qualquer irregularidade e afirmou que a reunião ocorreu de forma tranquila, sem discussões sobre renúncia.
“Não teve problema nenhum em falar sobre a minha filha, Christina. Fizemos uma nota sobre a questão dos ingressos a vocês. Foi uma reunião tranquila. Não teve nenhuma palavra sobre renúncia. Agradeço o apoio da torcida, estou fazendo o melhor que eu posso. O Olten sentiu isso (manifestações da torcida). Eu estou tranquilo. Não acredito que ele (Olten Ayres) tenha esta intenção de golpe. Haverá uma investigação sobre a questão dos ingressos”, declarou o dirigente.
Na saída do prédio do conselho, ex-presidentes do clube foram alvo de protestos. Carlos Miguel Aidar enfrentou maior tumulto ao deixar o local a pé e foi hostilizado por torcedores, que relembraram os escândalos de sua gestão, encerrada em 2015.
Carlos Augusto de Barros e Silva, conhecido como Leco, deixou o local de carro e conversou rapidamente com manifestantes, que afirmaram estar atentos às movimentações do ex-dirigente.
Já Olten Ayres, apontado como um dos principais alvos das críticas, não falou com os torcedores e saiu de carro do local. Segundo relatos, ele acelerou ao deixar o prédio e quase atingiu um dos manifestantes.
O episódio amplia o clima de tensão nos bastidores do clube, que agora promete apurar as denúncias relacionadas aos ingressos e acompanhar os desdobramentos políticos internos.

