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 Renato Russo: fã paraibano relembra obra do cantor nos 30 anos de sua morte

Renato Russo: fã paraibano relembra obra do cantor nos 30 anos de sua morte

Três décadas após a morte de Renato Russo, o pesquisador Jocelino Tomaz, de Caiçara-PB, relembra a importância das músicas e o legado do vocalista da Legião Urbana.

Carlos HenriqueCarlos Henrique
17 de outubro de 2026
3 min de leitura
Paraíba

Em 11 de outubro de 1996, o Brasil perdia um dos maiores nomes do rock nacional. Renato Russo, vocalista da Legião Urbana e autor de canções que marcaram gerações, morreu em decorrência de complicações relacionadas à AIDS. Três décadas depois, sua obra continua presente na memória e na vida de milhares de fãs.

Renato foi responsável por sucessos que atravessaram gerações, como “Será”, “Tempo Perdido”, “Que País É Este”, “Faroeste Caboclo” e “Pais e Filhos”. Formada por Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, além de Renato Rocha nos primeiros anos, a Legião Urbana lançou seu álbum de estreia em 1985 e rapidamente conquistou projeção nacional. O último disco lançado pela banda durante a vida do vocalista chegou ao público poucos dias antes de sua morte. Renato também desenvolveu trabalhos solo, com músicas em inglês e italiano.

Entre os admiradores que mantêm viva essa história está Jocelino Tomaz, pesquisador e ativista cultural de Caiçara, no interior da Paraíba. Ele se tornou fã da Legião Urbana no início dos anos 1990 e, desde então, reuniu um acervo dedicado à banda e ao vocalista, com CDs, LPs, DVDs, livros, revistas, jornais e pôsteres. Na época, também chegou a dublar e homenagear Renato Russo em gincanas.

Para Jocelino, as letras do compositor conseguiram traduzir os sentimentos e as inquietações da juventude daquele período, conhecida por referências como a “Geração Coca-Cola”. As canções abordavam temas como corrupção, passagem do tempo, amor, drogas, sexualidade e dores pessoais, muitas vezes convidando o público à reflexão.

Na avaliação do pesquisador, esse conteúdo ajudou a tornar as músicas atemporais, mantendo o interesse de diferentes gerações. Ele também considera que as letras de muitos sucessos atuais oferecem menos espaço para reflexão do que as composições de Renato, cuja obra continua sendo ouvida mesmo por quem não viveu o auge do rock brasileiro dos anos 1980.

A admiração de Jocelino, no entanto, não significa considerar o artista um exemplo em todos os aspectos da vida. Ele destaca a força das composições e a beleza da voz grave de Renato, mas faz uma distinção entre reconhecer seu talento musical e idealizar suas escolhas pessoais. Renato Russo falou abertamente sobre questões de sua vida e enfrentou problemas relacionados ao uso de drogas e ao alcoolismo.

Trinta anos após sua morte, Renato Russo permanece como uma das vozes mais marcantes da música brasileira. Suas canções seguem encontrando novos ouvintes e despertando lembranças em antigos fãs, enquanto admiradores como Jocelino Tomaz ajudam a preservar a história de um artista cuja obra continua provocando emoções e reflexões.

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Última atualização: 17/10/2026