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Renato Aragão e filha terão audiência por cobrança de R$ 872 mil

Renato Aragão e filha terão audiência por cobrança de R$ 872 mil

Renato Aragão e a filha Juliana terão audiência de conciliação em ação que cobra R$ 872 mil. Justiça do Rio marcou encontro para outubro.

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Luis Gomes
1 de outubro de 2026
4 min de leitura
Entreterimento

Renato Aragão, de 91 anos, e a filha mais velha, Juliana Rangel Aragão, de 49, terão uma audiência de conciliação marcada pela Justiça do Rio de Janeiro para o dia 26 de outubro, às 13h. O encontro faz parte de uma ação de cobrança movida por Juliana contra o pai, na qual ela pede R$ 872.485,58.

O processo tramita na 43ª Vara Cível da Comarca da Capital e ainda não teve julgamento de mérito. A audiência terá como objetivo buscar uma possível conciliação entre as partes e não representa uma decisão sobre quem tem razão na disputa financeira.

Segundo a versão apresentada por Juliana no processo, a discussão envolve um empréstimo de R$ 950 mil realizado em dezembro de 2018. Ela afirma que o dinheiro teve origem na venda de um imóvel recebido como herança da mãe e que havia um acordo para que a quantia fosse devolvida até 31 de dezembro de 2023.

Ainda conforme a petição, aproximadamente R$ 77 mil teriam sido pagos, enquanto o restante permaneceria pendente. Atualmente, R$ 872.485,58 é o valor atribuído à causa.

A assessoria de Renato Aragão foi procurada, mas informou que o humorista não pretende se pronunciar sobre o processo nem emitir nota oficial.

Disputa envolve administração de valores

Na ação, segundo o texto-base, Juliana também relata que parte da administração dos valores era realizada pela madrasta, Lilian Aragão. Conforme a narrativa apresentada pela filha, eram solicitados recibos relacionados a pagamentos e despesas realizados durante o período em que ela morava na casa do pai.

Juliana afirma ainda que, naquele período, não tinha controle integral sobre suas próprias finanças e que não manteve todos os comprovantes. Essas alegações apresentadas pela autora ainda serão analisadas no decorrer do processo.

A família de Renato Aragão apresentou uma versão diferente quando a ação se tornou pública, em novembro de 2025. Em nota enviada à Folha de S. Paulo na época, afirmou que a situação não envolvia um empréstimo pessoal, mas um acordo realizado com orientação jurídica.

Segundo a família, o objetivo era permitir que parte do patrimônio herdado por Juliana fosse administrada pelo pai, com a intenção de proteger e organizar os recursos para que ela pudesse utilizá-los ao longo do tempo.

O comunicado também afirmou que as movimentações extraordinárias eram registradas por escrito e que os valores não teriam sido incorporados ao patrimônio de Renato Aragão ou de Lilian Aragão.

Juliana pediu participação por videoconferência

Juliana atualmente mora em Santa Catarina e solicitou autorização para participar da audiência por videoconferência. O pedido foi apresentado sob a justificativa de que o deslocamento até o Rio de Janeiro representaria um custo elevado para ela e seus advogados.

Até a atualização mais recente apresentada no material, a Justiça ainda não havia autorizado a participação remota.

A reportagem citada no texto também informou que Juliana não mantém mais contato direto com a família e que seus parentes desconhecem seu paradeiro. Júlia, de 18 anos, filha de Juliana, continua morando com Renato Aragão, mas também não teria contato com a mãe. Ela ingressou recentemente na universidade.

Ainda segundo o material, Renato Aragão tem sido poupado de informações sobre o andamento do processo.

Pai e filha já haviam se envolvido em outra polêmica

A disputa judicial ocorre meses depois de outra polêmica envolvendo Renato Aragão e Juliana. Em abril de 2025, o humorista negou à Folha de S. Paulo que tratasse a filha de maneira diferente dos demais filhos por ela ser adotiva ou por sua orientação sexual.

“ A Juliana é minha filha tanto quanto o Paulinho, o Ricardo, o Renato Jr. e a Lívian. Nunca fiz diferença, nem pela escolha sexual dela nem por ser adotiva. Filho é filho”, afirmou Renato na ocasião.

Naquele período, Juliana também havia relatado dificuldades financeiras. Renato, por sua vez, afirmou que sempre a ajudou quando ela precisou.

A audiência marcada para outubro será, portanto, uma tentativa de conciliação dentro da ação de cobrança. Como o processo ainda não teve julgamento de mérito, a sessão não definirá a responsabilidade de nenhuma das partes pela disputa financeira.

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Última atualização: 01/10/2026