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Relatório do Cenipa aponta falha no gravador de voz de helicóptero que matou cantor Rick

Relatório do Cenipa aponta falha no gravador de voz de helicóptero que matou cantor Rick

Relatório preliminar do Cenipa aponta que o gravador de voz não registrou o voo do helicóptero que matou o cantor Rick e outras quatro pessoas.

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Luis Gomes
23 de outubro de 2026
3 min de leitura
Brasil

O relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) sobre o acidente com o helicóptero que matou o cantor Rick e outras quatro pessoas apontou que o gravador de voz da cabine não registrou o voo que terminou em queda. O documento também menciona relatos de falhas recorrentes nos geradores da aeronave e condições meteorológicas desfavoráveis no dia do acidente.

Segundo o relatório, as gravações do equipamento conhecido como CVR (Cockpit Voice Recorder), um dos componentes da caixa-preta, foram extraídas pelos investigadores, mas não correspondiam ao voo da ocorrência.

“As gravações do CVR (Cockpit Voice Recorder) foram extraídas pelo CENIPA, porém não correspondiam ao voo da ocorrência”, informa o documento.

Gravador não era obrigatório para a aeronave

De acordo com o Cenipa, o gravador de voz não era exigido pelos Regulamentos Brasileiros de Aviação Civil para o modelo envolvido no acidente. Apesar disso, o helicóptero possuía o equipamento instalado desde 17 de maio de 2002, com capacidade para armazenar 30 minutos de gravação.

A aeronave era um Bell 430, de prefixo PP-MGR. O helicóptero decolou às 10h30 do Aeródromo Costa Esmeralda (SDEN), em Porto Belo, com destino ao heliponto Metropolitan Criciúma. A previsão era de que o pouso ocorresse às 11h24.

Relatório menciona falhas recorrentes nos geradores

Outro ponto destacado na investigação preliminar é a existência de relatos de falhas intermitentes nos geradores do helicóptero. Conforme o documento, os problemas não teriam sido solucionados definitivamente.

O relatório também registra que algumas dessas falhas teriam ocorrido em situações de exposição à umidade, como durante voos dentro de nuvens ou sob chuva.

“Foram obtidos relatos de falhas intermitentes dos geradores da aeronave, algumas das quais teriam ocorrido em situações de exposição à umidade (voo dentro de nuvens/ou sob chuva)”, afirma o Cenipa.

As informações fazem parte do levantamento inicial sobre as circunstâncias do acidente. O relatório apresentado não estabelece, por si só, uma conclusão definitiva sobre as causas da queda.

Previsão indicava chuva e baixa visibilidade

As condições meteorológicas também aparecem entre os pontos registrados no documento. Segundo o relatório, a previsão para a região indicava chuva moderada, com visibilidade reduzida a 3 mil metros, além de trovoadas e formação de nuvens com potencial para tempestades.

O boletim meteorológico mencionava nuvens CB e TCU, com bases a 2.500 pés e topos acima de 10 mil pés. A previsão também indicava obscurecimento de montanhas na Serra Geral.

Além disso, uma troca de mensagens e chamadas telefônicas entre o copiloto do helicóptero e um operador do Aeroporto de Lages, em Santa Catarina, indica que havia preocupação com as condições climáticas no dia do voo. A conversa foi divulgada pelo programa Fantástico, da TV Globo.

Destroços foram encontrados após buscas

O helicóptero foi localizado no segundo dia de buscas, em uma área de difícil acesso na região de Santa Bárbara, em Urubici, Santa Catarina.

Segundo a tenente-coronel Heloísa Helena Battisti, comandante do 5º Batalhão de Bombeiros Militar, as equipes precisaram deixar as viaturas e caminhar por aproximadamente três horas até alcançar os destroços.

O relatório preliminar do Cenipa foi divulgado nesta quinta-feira, dia 22, e reúne informações sobre o equipamento de gravação, o histórico de falhas relatadas e as condições meteorológicas relacionadas ao voo.

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Última atualização: 23/10/2026