O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) discute a possibilidade de lançar o deputado federal Aécio Neves (MG) como pré-candidato à Presidência da República. A movimentação ocorre após mudanças no cenário político e o desgaste da possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), citado em revelações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A articulação foi debatida nesta terça-feira (19) em reunião com lideranças partidárias, incluindo o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, e o deputado Alex Manente, além de integrantes da cúpula do PSDB. A proposta é avaliar a viabilidade do nome nas pesquisas até as convenções partidárias, previstas para julho.
O ex-presidente do Cidadania, Roberto Freire, defendeu publicamente a realização de uma reunião da federação PSDB-Cidadania para discutir o lançamento da pré-candidatura de Aécio Neves. Segundo ele, o cenário político exige definição de alternativas eleitorais.
Entre as alternativas internas já avaliadas anteriormente pelo PSDB está o nome de Ciro Gomes, que, no entanto, optou por disputar o governo do Ceará. Outro nome considerado foi o do governador Eduardo Leite, que deixou o partido e permaneceu no comando do Rio Grande do Sul.
Aliados de Aécio afirmam que a estratégia é testar sua viabilidade eleitoral com base em sua trajetória política, incluindo os mandatos como governador de Minas Gerais e sua candidatura presidencial em 2014, quando disputou o segundo turno contra a então presidente Dilma Rousseff.
O debate interno também envolve a tentativa de reposicionar o PSDB e a federação com o Cidadania no cenário político nacional, em meio à polarização entre diferentes campos da direita e da esquerda, incluindo o governo do presidente Lula e o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A possível candidatura de Aécio Neves também é vista por integrantes do partido como uma oportunidade de reposicionamento político, após seu envolvimento em investigações da Operação Operação Lava Jato. Em 2022, decisões judiciais analisaram acusações relacionadas ao caso envolvendo o empresário Joesley Batista, do grupo J&F Investimentos, controlador da marca JBS.
Procurado, Aécio Neves não comentou as articulações até o momento. Antes das discussões sobre a Presidência, o partido cogitava sua candidatura ao Senado por Minas Gerais ou a reeleição como deputado federal.

