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Professora é suspeita de furar cabeça de criança com seringa em Monteiro

Professora é suspeita de furar cabeça de criança com seringa em Monteiro

Professora de creche municipal de Monteiro é investigada após denúncia de que teria furado a cabeça de uma criança de 4 anos com uma seringa.

Carlos HenriqueCarlos Henrique
15 de setembro de 2026
3 min de leitura
Paraíba

Uma professora de uma creche municipal de Monteiro, no Cariri da Paraíba, é investigada após a denúncia de que teria perfurado com uma seringa a cabeça de uma criança de 4 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O caso teria acontecido em 7 de julho, mas os pais afirmam que só foram comunicados pela unidade de ensino em 3 de agosto, quase um mês depois.

Segundo documentos da própria creche apresentados à família, cuidadoras teriam presenciado a professora pegar o menino de forma brusca e utilizar uma seringa com agulha, que teria sido retirada de um estojo de lápis. Ainda conforme os registros, a criança teria chorado e apresentado sangramento na cabeça.

Após o episódio, a professora teria guardado a seringa, limpado o sangue da cabeça do menino e perguntado às cuidadoras se elas haviam visto onde a criança teria batido. A profissional, porém, nega ter furado o aluno.

De acordo com o relatório da ocorrência, a professora afirmou que apenas teria dito que pegaria uma seringa para repreender a criança e que, posteriormente, percebeu o sangramento e limpou a cabeça do menino.

A família afirma que só tomou conhecimento dos detalhes do caso depois de receber documentos da creche. A mãe, Jéssica Lima, relatou que havia percebido mudanças no comportamento do filho antes de ser chamada para uma reunião na unidade. Segundo ela, a criança apresentava comportamento mais agressivo desde abril ou maio.

“Então a creche só nos comunicou com quase 1 mês do acontecido. Nessa reunião foi dito que foi aberto um processo administrativo, que qualquer coisa a gente poderia contar com eles e ofereceram psicólogo, só que naquele dia eu não estava raciocinando direito. Também nos contaram de forma superficial, só soube dos detalhes quando peguei o relatório”, relatou a mãe.

Segundo a família, os pais também gravaram uma conversa com o filho em casa. No relato apresentado no processo administrativo, a criança teria contado que a professora levou uma seringa para a sala e, quando questionada sobre onde o objeto teria sido utilizado, teria apontado para a cabeça.

O boletim de ocorrência foi registrado pela mãe na Delegacia de Monteiro em 7 de agosto e o caso foi classificado como suspeita de maus-tratos. A Polícia Civil investiga a denúncia. A Prefeitura de Monteiro também instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o episódio. Em 11 de setembro, os pais prestaram depoimento à comissão responsável pelo procedimento.

A professora foi afastada das atividades, segundo informações divulgadas por veículos que acompanharam o caso, enquanto as circunstâncias da denúncia são apuradas.

A mãe também afirmou que procurou o Conselho Tutelar e o Ministério Público para acompanhar as providências relacionadas ao caso.

Jéssica relatou ainda que teria recebido, durante uma reunião na creche, a informação de que a professora utilizaria uma seringa para amedrontar crianças e fazê-las obedecer. Segundo a mãe, essa informação não consta no relatório da ocorrência apresentado à família. A versão também não representa uma conclusão das investigações.

A Secretaria Municipal de Educação de Monteiro foi procurada para informar quais medidas foram adotadas, como está o processo administrativo e a situação da professora, mas não havia respondido até a publicação das reportagens.

O caso segue sob investigação, e a responsabilidade da professora ainda não foi confirmada pelas autoridades.

Fonte: Jornal da Paraíba

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Última atualização: 15/09/2026