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Polícia encontra corpo de juiz desaparecido no Rio

Polícia encontra corpo de juiz desaparecido no Rio

Corpo encontrado na Vista Chinesa pode ser do juiz federal Alcides Ribeiro Filho, desaparecido desde abril.

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Luis Gomes
20 de maio de 2026
2 min de leitura
Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou nesta terça-feira, 19, ter encontrado o corpo do juiz federal Alcides Martins Ribeiro Filho, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), desaparecido havia mais de um mês. O cadáver foi localizado nos arredores da Vista Chinesa, ponto turístico situado na zona sul da capital fluminense.

Segundo a corporação, a localização ocorreu por meio de uma ação conjunta entre policiais da Delegacia de Descoberta de Paradeiros e agentes do Corpo de Bombeiros. A Delegacia de Homicídios da Capital realizou perícia no local, enquanto o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal para identificação oficial.

De acordo com a Polícia Civil, não havia sinais aparentes de violência no cadáver. As circunstâncias da morte seguem sob investigação.

Em nota pública, o TRF-2 afirmou, “com profundo pesar”, que o corpo encontrado no Parque Nacional da Tijuca apresenta indícios de ser do magistrado desaparecido desde 14 de abril. O tribunal destacou, no entanto, que ainda aguardava a confirmação oficial da identidade pelas autoridades competentes.

O presidente do TRF-2, desembargador federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, manifestou solidariedade aos familiares e amigos do juiz em nome dos magistrados e servidores da corte.

Segundo as investigações, Alcides Martins Ribeiro Filho foi visto pela última vez em 14 de abril, após sacar R$ 1.000 e entrar em um táxi. Conforme apurado pela polícia, o magistrado teria informado ao motorista que seguiria para a Vista Chinesa. Desde então, ele não havia mais sido localizado.

O desaparecimento do juiz foi revelado pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e confirmado posteriormente pela Folha de S.Paulo.

O magistrado estava afastado das funções desde maio do ano passado por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele era investigado por suspeitas de violência doméstica, resistência à prisão, lesão corporal contra policiais e abuso de autoridade.

Segundo as investigações da época, Alcides foi detido após vizinhos acionarem a polícia por suspeita de agressão contra a esposa. A apuração apontou ainda que ele teria resistido à prisão e precisou ser algemado pelos agentes.

Os processos envolvendo o magistrado no CNJ e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) tramitam sob sigilo. À época do afastamento, a defesa negou qualquer prática de violência e afirmou que as acusações seriam esclarecidas ao longo do processo legal.

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Última atualização: 20/05/2026