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PM é preso suspeito de matar homem em abordagem na PB

PM é preso suspeito de matar homem em abordagem na PB

Polícia Civil diz que câmeras contestam versão de PM preso suspeito de matar homem de 35 anos durante abordagem em Caaporã, na Paraíba.

Ana VívianAna Vívian
25 de agosto de 2026
4 min de leitura
Policial

A Polícia Civil falou, nesta terça-feira (25), sobre a prisão de um policial militar suspeito de matar Leonardo Leno Ramos de Araújo, de 35 anos, durante uma abordagem em Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba. Segundo as investigações, imagens de câmeras de segurança contestam a versão apresentada pelo agente sobre o que aconteceu.

Inicialmente, a ocorrência foi registrada como uma perseguição a um carro roubado, seguida de troca de tiros. A investigação, porém, apontou que Leonardo era o proprietário do veículo que dirigia no momento da abordagem.

De acordo com a Polícia Civil, a esposa da vítima acionou a seguradora depois que o marido demorou a entrar em contato com ela. A empresa, então, acionou o policial militar, que prestava serviços paralelos para a seguradora, para tentar localizar o automóvel.

Polícia contesta versão apresentada pelo PM

Segundo o relato apresentado pelo policial militar, Leonardo estaria acompanhado de uma segunda pessoa dentro do veículo. Conforme essa versão, os dois teriam descido do carro e o suposto comparsa teria efetuado disparos contra os policiais, dando início a um confronto.

Ainda de acordo com o relato, a segunda pessoa teria fugido do local, enquanto Leonardo foi atingido pelos disparos e morreu.

As investigações realizadas posteriormente, no entanto, encontraram elementos que contradizem essa versão. Imagens de câmeras de segurança obtidas pela equipe de campo indicariam que Leonardo estava sozinho no veículo.

O delegado Túlio Lustosa, responsável pela investigação, explicou que as imagens foram importantes para esclarecer a dinâmica da ocorrência.

“A equipe de campo pegou câmeras na região e, nessas câmeras, foi possível detectar que não tinha outra pessoa dentro do veículo”, afirmou o delegado.

A informação contraria diretamente a versão de que havia um segundo ocupante no carro e de que essa pessoa teria fugido após o suposto confronto.

Investigação busca esclarecer circunstâncias da morte

Além das imagens de segurança, outro elemento citado pela Polícia Civil envolve uma gravação feita pelo próprio policial militar após Leonardo ser atingido.

Segundo o delegado Túlio Lustosa, o agente teria registrado imagens da vítima enquanto ela ainda estava ferida.

“Depois que foi atingido, o policial militar chegou a fazer uma gravação dele, falar com ele, falou um pouco com ele e, posteriormente, ele apareceu já morto”.

A declaração faz parte dos elementos apresentados pela Polícia Civil ao explicar a investigação sobre a morte ocorrida durante a abordagem.

O caso passou, portanto, a ser analisado a partir de uma versão diferente daquela registrada inicialmente. A ocorrência, que havia sido apresentada como uma perseguição relacionada a um veículo roubado e posterior troca de tiros, passou a ser investigada diante das evidências reunidas pela Polícia Civil.

Veículo pertencia à vítima

Um dos pontos destacados na investigação é que Leonardo Leno Ramos de Araújo era o verdadeiro dono do carro localizado durante a ocorrência.

A informação é relevante porque a abordagem teria ocorrido no contexto da tentativa de localização de um veículo que havia sido considerado roubado.

Segundo a Polícia Civil, entretanto, a própria esposa de Leonardo havia procurado a seguradora depois de não conseguir contato com o marido. A partir disso, a empresa acionou o policial militar que realizava serviços paralelos para auxiliar na localização do automóvel.

A investigação passou a considerar essa circunstância na reconstrução dos acontecimentos que terminaram com a morte do homem de 35 anos.

Câmeras são usadas para reconstruir ocorrência

As imagens de câmeras de segurança aparecem como um dos principais elementos mencionados pela Polícia Civil para confrontar os relatos apresentados inicialmente.

Conforme explicou o delegado Túlio Lustosa, as gravações permitiram verificar que não havia uma segunda pessoa dentro do veículo. Essa constatação contradiz a versão apresentada pelo policial militar sobre a presença de um suposto comparsa.

A polícia também considera relevante o fato de o policial ter feito uma gravação após Leonardo ser atingido. Segundo o delegado, o agente conversou com a vítima enquanto ela ainda estava ferida e, posteriormente, Leonardo apareceu morto.

O material apresentado pela Polícia Civil ainda está relacionado à investigação das circunstâncias da abordagem e dos acontecimentos que resultaram na morte da vítima.

O que se sabe até agora

  • Vítima: Leonardo Leno Ramos de Araújo, de 35 anos.

  • Local: Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba.

  • Suspeito: um policial militar, que foi preso.

  • Veículo: pertencia à vítima.

  • Versão inicial: perseguição a um carro roubado e troca de tiros.

  • Versão apresentada pelo PM: Leonardo estaria acompanhado de outra pessoa, que teria atirado contra os policiais e fugido.

  • Investigação: câmeras de segurança indicaram que Leonardo estava sozinho no veículo.

  • Delegado responsável: Túlio Lustosa.

A investigação da Polícia Civil busca esclarecer as circunstâncias da abordagem e da morte de Leonardo. As imagens de segurança e a gravação feita pelo policial após a vítima ser atingida estão entre os elementos citados pelo delegado ao detalhar o caso.

Fonte: Jornal da Paraiba

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Última atualização: 25/08/2026