O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa. A decisão de arquivamento foi assinada nesta quinta-feira (25) sob o entendimento de que o acordo não oferecia utilidade suficiente para contribuir com as investigações.
Na decisão, Gonet afirmou que a proposta possui "reduzida utilidade e débil eficácia potencial para os fins a que deveria servir". Segundo o procurador-geral, os temas apresentados pelo investigado, embora descritos de forma superficial em razão da ausência de termo de confidencialidade, não trazem informações inéditas.
O chefe da Procuradoria-Geral da República também destacou que a colaboração não indica a possibilidade de produzir resultados diferentes daqueles já obtidos de forma independente pelos investigadores das supostas fraudes financeiras, incluindo aspectos relacionados ao ressarcimento dos prejuízos.
Paulo Henrique Costa é investigado desde a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro do ano passado. As apurações envolvem a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, um dos principais focos da investigação conduzida pelas autoridades.

