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PF investiga suposto recebimento de apartamento de R$ 2,4 milhões por Jaques Wagner ligado ao Banco Master

PF investiga suposto recebimento de apartamento de R$ 2,4 milhões por Jaques Wagner ligado ao Banco Master

Polícia Federal apura se o senador Jaques Wagner teria recebido um apartamento de R$ 2,4 milhões em Salvador por meio de estruturas ligadas ao grupo investigado na Operação Compliance Zero.

Carlos HenriqueCarlos Henrique
18 de junho de 2026
2 min de leitura
Policial

A Polícia Federal investiga se o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, teria recebido um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,4 milhões como vantagem indevida do empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

O parlamentar foi um dos alvos da nova fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de supostas fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e seus antigos dirigentes.

Conversas e dados do imóvel fazem parte da investigação

Segundo a investigação, a Polícia Federal identificou mensagens de novembro de 2024 em que Jaques Wagner teria enviado a Augusto Lima informações relacionadas ao imóvel, incluindo contato de um gerente da construtora responsável pelo empreendimento, detalhes da unidade e o valor da negociação.

No dia seguinte, ainda conforme as apurações, o senador teria encaminhado o material digital de apresentação do apartamento. A PF busca esclarecer se a aquisição do imóvel teria ocorrido por meio de estruturas societárias e financeiras ligadas ao grupo investigado.

A defesa de Augusto Lima afirmou que as diligências realizadas pela Polícia Federal são desnecessárias e negou a prática de qualquer ato ilícito, sustentando que os fatos investigados são “rigorosamente lícitos”.

Até a publicação das informações, a defesa de Jaques Wagner foi procurada e o espaço permanecia aberto para manifestação.

Operação Compliance Zero investiga suposto esquema no Banco Master

A primeira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada em novembro de 2025, quando a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, além de outros investigados, incluindo Augusto Lima.

Na ocasião, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição financeira. Nos meses seguintes, as investigações apontaram uma suposta estrutura criminosa que envolveria articulação política, intimidação de adversários, acesso irregular a sistemas restritos e obtenção de informações sigilosas.

Daniel Vorcaro chegou a ser solto após a primeira prisão, passou a utilizar tornozeleira eletrônica e foi novamente detido em uma nova fase da operação, permanecendo preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

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Última atualização: 18/06/2026