A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (25) a Operação Leste do Espinhaço para desarticular um grupo suspeito de fraudar benefícios previdenciários e causar um prejuízo de mais de R$ 86 milhões aos cofres da União. Ao todo, foram cumpridas 91 medidas determinadas pela Justiça Federal em nove cidades de Minas Gerais e uma do Espírito Santo.
Segundo as investigações, foram identificados 457 benefícios fraudados, sendo que 240 ainda estavam ativos. A suspensão dos pagamentos deverá representar uma economia superior a R$ 35 milhões aos cofres públicos, conforme o Ministério da Previdência Social.
O prejuízo de mais de R$ 86 milhões corresponde aos valores que, segundo a investigação, foram desviados por meio do esquema. Já a estimativa de mais de R$ 35 milhões representa os pagamentos que deixarão de ser realizados após a identificação e suspensão dos benefícios considerados fraudulentos.
Grupo usava documentos falsificados
A investigação aponta que o grupo criava pessoas fictícias e utilizava documentos falsificados para conseguir benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Entre os documentos usados no esquema estavam certidões de nascimento, documentos de identidade e comprovantes de residência. A maior parte dos benefícios fraudados era de amparo destinado a idosos de baixa renda.
A operação foi realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Força-Tarefa Previdenciária.
Operação cumpre 25 prisões preventivas
Durante a ação, foram cumpridas 25 ordens de prisão preventiva, além de 33 mandados de busca e apreensão e 33 medidas assecuratórias. Essas últimas têm como objetivo garantir a preservação de bens e valores relacionados à investigação.
As medidas foram executadas em Ipatinga, Timóteo, João Monlevade, Ipaba, Belo Oriente, Matozinhos, Ribeirão das Neves, Engenheiro Caldas e São João do Manteninha, em Minas Gerais, além de São Gabriel da Palha, no Espírito Santo.
Durante o cumprimento das determinações judiciais, duas pessoas também foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Segundo a PF, essas prisões são independentes das 25 ordens de prisão preventiva cumpridas no âmbito da operação.
Investigação sobre fraude no INSS continua
A Polícia Federal informou que continua analisando o material apreendido durante a operação. A investigação será aprofundada para esclarecer a participação de cada um dos suspeitos no esquema.
Os nomes dos investigados não foram divulgados.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa.

