O paraibano Abel Galdino da Silva, morador de Caiçara, completou 113 anos e pode se tornar um dos homens mais velhos do mundo. Além do reconhecimento, ele também busca reencontrar familiares, após décadas sem contato.
Idade e possível recorde
Nascido em 14 de abril de 1913, Abel Galdino da Silva atingiu a marca de 113 anos no último dia 14. Segundo o pesquisador Jocelino Tomaz, amigo da família, ele pode ser a pessoa mais idosa da Paraíba.
A idade de Seu Abel é semelhante à do cearense João Marinho Neto, apontado pelo Guinness World Records como o homem mais velho do mundo, com cerca de seis meses a mais.
Caso a idade seja oficialmente comprovada, Abel poderá ocupar a segunda posição no ranking mundial masculino.
História de vida
Natural do Engenho Baixa Verde, no município de Serraria, Abel é filho de Tarcísio Galdino e Josefa Maria da Conceição. Ele teve cinco irmãos e cresceu em uma família de agricultores.
Ao longo da vida, passou por cidades como Pirpirituba e Logradouro, onde seu pai trabalhou em uma usina de algodão.
Em 1939, após desentendimentos familiares, deixou a casa e seguiu para o sertão, onde continuou trabalhando na agricultura, principalmente com plantações de agave.
Décadas sem contato com a família
Desde a década de 1940, Abel Galdino da Silva não teve mais contato com seus familiares.
Ele chegou a viver com uma companheira por um curto período, mas ela e o filho morreram durante o parto. Desde então, seguiu sozinho.
Vida atual e cuidados
Desde os anos 1960, Abel vive no Sítio Serrinha, em Caiçara. Atualmente, é cuidado pelo casal Ivanilda e Fernando.
Ivanilda conheceu Abel ainda criança e mantém com ele uma relação de afeto. Segundo relatos, o idoso costuma dizer que “criou Ivanilda e agora ela está criando ele”.
Mesmo com limitações na visão e mobilidade, ele mantém a lucidez, utiliza aparelho auditivo e não faz uso regular de medicamentos.
Memória e rotina
Seu Abel preserva memórias de importantes acontecimentos históricos, como a Segunda Guerra Mundial, o suicídio de Getúlio Vargas e a Ditadura Militar no Brasil.
No dia a dia, gosta de ouvir rádio e músicas de Luiz Gonzaga, além de, ocasionalmente, consumir bebida alcoólica.
Busca por familiares e reconhecimento
O pesquisador Jocelino Tomaz trabalha para reunir documentos que comprovem a idade de Abel junto ao Guinness World Records.
Paralelamente, ele também tenta localizar parentes do idoso, que manifesta o desejo de reencontrar familiares após mais de 80 anos sem contato.
A história de Abel Galdino da Silva chama atenção tanto pela longevidade quanto pela trajetória marcada por trabalho, perdas e resistência. Enquanto aguarda possível reconhecimento internacional, segue o apelo para que familiares possam ser localizados e reaproximados do idoso.

