A Paraíba registrou 71 casos de eventos adversos relacionados à vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), nenhum dos registros foi classificado como grave ou resultou em hospitalização.
A aplicação do imunizante foi suspensa no estado após determinação do Ministério da Saúde, anunciada na última segunda-feira (8). A medida foi adotada após o registro de 42 casos com sintomas mais severos que estão sendo investigados pelas autoridades de saúde.
De acordo com Márcia Fernandes, chefe do Núcleo de Imunizações da SES-PB, mais de 7 mil doses da vacina foram aplicadas na Paraíba desde o início da campanha, direcionada a profissionais da atenção primária à saúde. Ela ressaltou que todos os eventos adversos registrados no estado foram considerados não graves.
Segundo a gestora, nenhum dos casos apresentou sinais de alarme, necessidade de internação ou complicações mais severas associadas à vacinação. A informação reforça o monitoramento realizado pelos órgãos de saúde durante a campanha de imunização.
Com a suspensão temporária da aplicação, todas as doses distribuídas aos 223 municípios paraibanos serão recolhidas e armazenadas até que o Ministério da Saúde conclua as investigações e defina os próximos procedimentos.
A SES-PB destacou que a interrupção preventiva não significa que a eficácia da vacina tenha sido comprometida. Conforme explicou Márcia Fernandes, a medida demonstra o funcionamento dos mecanismos de vigilância e o compromisso das autoridades sanitárias com a transparência e a segurança da população durante a análise dos casos registrados.
A secretaria também reforçou que a suspensão atinge exclusivamente a vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. O imunizante Qdenga, fabricado pelo laboratório Takeda e distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS), não foi incluído na determinação e segue sem alterações relacionadas à medida anunciada pelo Ministério da Saúde.

