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Padre e ex-funcionário são condenados por desvio no Hospital Padre Zé

Padre e ex-funcionário são condenados por desvio no Hospital Padre Zé

Justiça da Paraíba condena Padre Egídio e ex-chefe de TI por apropriação de R$ 500 mil em equipamentos doados ao Hospital Padre Zé.

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Luis Gomes
14 de fevereiro de 2026
2 min de leitura
Paraíba

A Justiça da Paraíba, por meio da 3ª Vara Criminal de João Pessoa, condenou o Padre Egídio de Carvalho e o ex-chefe do setor de Tecnologia da Informação do Hospital Padre Zé, Samuel Segundo, por apropriação indébita. A decisão, assinada pela juíza Ana Christina Soares Penazzi Coelho, ainda cabe recurso e ocorreu no âmbito da operação Indignus, que investiga desvios no hospital filantrópico gerido pelo Instituto São José. O prejuízo estimado com os desvios é de aproximadamente R$ 500 mil.

Segundo a denúncia do Ministério Público da Paraíba, o padre e Samuel Segundo agiram em conjunto para desviar diversos itens de alto valor, incluindo smartphones, tablets e outros eletrônicos. Os equipamentos haviam sido doados pela Receita Federal para serem leiloados, com objetivo de arrecadar fundos para o hospital.

Conforme o processo, em maio de 2023, os acusados viajaram até Foz do Iguaçu para receber os equipamentos, avaliados à época em mais de R$ 800 mil. Ao retornarem a João Pessoa, os bens mais valiosos foram separados em 15 caixas e armazenados na sala da presidência do hospital.

“A denúncia aponta que, por determinação expressa do acusado Egídio, as caixas permaneceram lacradas e sem conferência formal até o dia 24 de julho de 2023, quando se constatou que doze das quinze caixas estavam vazias, resultando em um prejuízo material estimado em R$ 525.877,77”, destaca trecho do processo.

A condenação reforça a investigação da operação Indignus e evidencia desvios de recursos e bens destinados à filantropia no Hospital Padre Zé, que atendia a população com equipamentos adquiridos por doações da Receita Federal.

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Última atualização: 14/02/2026