Um paciente do serviço de hemodiálise do Hospital Regional de Guarabira denunciou, nesta quinta-feira (5), possíveis irregularidades no funcionamento do setor e alertou para risco à vida de pessoas que dependem do tratamento na unidade.
A denúncia foi feita durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Guarabira, quando o paciente renal crônico Wellington Alves da Silva utilizou a Tribuna Livre para relatar a situação enfrentada pelos usuários do serviço.
Segundo Wellington, que reside em Alagoa Grande e realiza o tratamento em Guarabira, há risco iminente de perda de vidas devido à falta de profissionais habilitados para acompanhar as sessões de hemodiálise. De acordo com ele, mais de 100 pacientes utilizam regularmente o serviço oferecido na unidade hospitalar.
Durante o pronunciamento, o paciente afirmou que o profissional responsável pelo tratamento da água utilizada no processo foi dispensado pela empresa Nefron, que administra o serviço há mais de 11 anos. Conforme o relato, a função estaria sendo exercida atualmente por uma pessoa sem qualificação específica.
Wellington destacou que o tratamento adequado da água é essencial para a segurança do procedimento. Segundo ele, qualquer impureza pode provocar graves complicações e até levar à morte pacientes que estejam em sessão de hemodiálise.
O paciente também relatou que o secretário de Administração do Estado, Tibério Limeira, chegou a visitar o local e teria se comprometido em substituir a empresa responsável pela operação do serviço. No entanto, de acordo com Wellington, até o momento nenhuma mudança foi efetivada e os problemas permanecem.
O que é hemodiálise
A hemodiálise é um tratamento essencial para pessoas com insuficiência renal grave, substituindo parcialmente a função dos rins ao filtrar o sangue e remover toxinas e excesso de líquidos do organismo.
O procedimento geralmente é realizado três vezes por semana, com sessões que duram entre três e quatro horas, utilizando uma máquina especializada conectada ao paciente por meio de uma fístula arteriovenosa ou outro tipo de acesso vascular. Pacientes dependem do funcionamento adequado de todo o sistema, incluindo a qualidade da água, para que o tratamento ocorra com segurança.

