O ex-jogador Oscar Schmidt, maior nome da história do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira (18), aos 68 anos. A causa da morte não foi divulgada. Ídolo do esporte, ele construiu uma carreira marcada por recordes, títulos e forte identificação com a Seleção Brasileira.
Com 49.737 pontos ao longo da carreira, Oscar Schmidt foi, até 2024, o maior pontuador da história do basquete mundial, sendo posteriormente superado por LeBron James. Pela Seleção Brasileira, conquistou nove medalhas e protagonizou a histórica campanha do ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987.
Nascido em Natal, iniciou no basquete aos 13 anos e, ainda jovem, mudou-se para São Paulo, onde começou sua trajetória profissional no Palmeiras. Rapidamente ganhou destaque, sendo convocado para seleções de base e acumulando conquistas importantes, como o título sul-americano e o bronze no Mundial de 1979.
No mesmo ano, já atuando pelo Sírio, conquistou o Mundial Interclubes ao vencer o Bosna na decisão. Em 1980, nos Jogos Olímpicos de Moscou, foi o principal pontuador do Brasil na campanha que terminou em quinto lugar.
Ao longo da carreira, Oscar também defendeu América-RJ, Juvecaserta Basket, CB Valladolid, Corinthians, Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo. Na Itália, tornou-se o maior pontuador da história da liga local, com 13.957 pontos em 11 temporadas.
Em 1984, foi selecionado pelo New Jersey Nets no draft da NBA, mas recusou a oportunidade para continuar defendendo a Seleção Brasileira, já que, na época, jogadores da liga não podiam atuar por seus países.
Nos Jogos Olímpicos, disputou cinco edições consecutivas e tornou-se o maior pontuador da história olímpica, com 1.091 pontos. Também foi o cestinha do Brasil em todas as participações.
Na reta final da carreira, superou Kareem Abdul-Jabbar como maior pontuador da história do basquete e se aposentou em 2003.
Fora das quadras, enfrentou por mais de uma década um câncer no cérebro, diagnosticado em 2011, e venceu a doença em 2022.
Em nota, a família destacou a coragem, dignidade e legado deixados por Oscar, ressaltando sua importância dentro e fora do esporte. O Comitê Olímpico do Brasil também lamentou a morte do ex-atleta, destacando sua contribuição ao movimento olímpico e sua inspiração para gerações.
Reconhecido mundialmente, Oscar Schmidt integra o Hall da Fama da FIBA, da NBA e do Comitê Olímpico do Brasil, sendo considerado um dos maiores jogadores da história do basquete.
A despedida será realizada de forma reservada, restrita à família. O ex-jogador deixa a esposa, Maria Cristina Victorino, e dois filhos.

