Uma operação deflagrada pela Polícia Militar da Paraíba contra facções criminosas resultou em duas mortes e seis detenções na última quinta-feira (18), no município de Itabaiana, no Agreste paraibano. A ação teve como objetivo conter uma escalada de violência provocada por uma disputa territorial entre grupos criminosos que tentam ampliar sua atuação na região.
Disputa interna entre facções motivou ofensiva policial
De acordo com informações da Polícia Militar, a operação foi motivada por conflitos internos entre facções rivais, desencadeados após uma mudança na liderança criminosa local. A corporação aponta que uma mulher conhecida como “Coroa”, liderança foragida de uma das facções, teria seguido ordens do marido, atualmente preso, para alterar a filiação criminosa da área.
A decisão consistia em transferir o controle territorial para outra organização criminosa, o que provocou forte reação de integrantes da própria facção, especialmente vindos de municípios vizinhos. A partir desse episódio, uma sequência de confrontos violentos passou a ser registrada em Itabaiana desde o último sábado (14).
Primeiro homicídio deu início à sequência de ações
O estopim da operação ocorreu após a invasão de uma residência no município. Durante a ação criminosa, Alex dos Ramos Cândido foi morto a tiros. Segundo as investigações iniciais, o homicídio teria sido motivado por uma suposta traição da vítima à facção que atuava na região.
Após o assassinato, as forças de segurança intensificaram as diligências e deram início à primeira fase da operação policial, com o objetivo de identificar os envolvidos e impedir novos ataques.
Confronto com a polícia resulta em morte de adolescente
Durante a primeira etapa da operação, houve confronto direto entre suspeitos e equipes policiais. Um adolescente de 17 anos morreu após atirar contra os policiais, segundo informações repassadas pela Polícia Militar.
No mesmo confronto, outro suspeito foi preso após ser atingido por um disparo na perna. Um segundo adolescente, também de 17 anos, foi apreendido sem ferimentos. Durante a ação, os policiais apreenderam três armas de fogo e munições de calibres variados, reforçando a suspeita de que o grupo estava fortemente armado.
Segunda fase amplia número de apreensões
Na segunda fase da operação, a ofensiva foi ampliada com o apoio da Polícia Civil da Paraíba. Conforme explicou a delegada Mairam Moura, responsável pelas investigações, outros dois adolescentes, com idades de 15 e 16 anos, foram apreendidos.
As apreensões fazem parte do esforço das forças de segurança para desarticular a atuação de menores de idade no esquema criminoso e interromper a cadeia de violência associada às facções.
Suspeitos de homicídio presos em flagrante
Ainda no mesmo dia, a polícia prendeu em flagrante Alisson da Cruz Santos e José Paulo Ramos de Lima, apontados como os autores diretos do homicídio de Alex dos Ramos Cândido. Segundo a polícia, os dois foram localizados durante diligências realizadas após o confronto inicial.
Com os suspeitos, os agentes apreenderam a motocicleta utilizada no crime, além de duas pistolas e cerca de 90 munições. O material apreendido reforça a linha de investigação de que o homicídio foi premeditado e executado dentro do contexto da disputa entre facções.
Forças de segurança mantêm diligências na região
As polícias Civil e Militar seguem atuando de forma integrada em Itabaiana, realizando diligências para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer todas as circunstâncias dos crimes. As investigações buscam ainda mapear a atuação das facções na região e evitar novos episódios de violência.
De acordo com as autoridades, o objetivo da operação é restabelecer a ordem pública e impedir que o conflito entre grupos criminosos se intensifique, colocando em risco a população local.
Impacto da operação e próximos passos
A ofensiva policial representa uma resposta direta à escalada de violência registrada nos últimos dias em Itabaiana. A atuação conjunta das forças de segurança busca não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também enfraquecer a estrutura das facções criminosas que disputam território no Agreste paraibano.
As investigações continuam em andamento, e novas prisões ou apreensões não estão descartadas. A Polícia Militar e a Polícia Civil afirmam que permanecerão com ações ostensivas e investigativas na região até que a situação esteja completamente controlada.

