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OMS prevê até 9 meses para vacina contra cepa de ebola

OMS prevê até 9 meses para vacina contra cepa de ebola

OMS afirma que vacina contra cepa Bundibugyo do ebola pode levar de 6 a 9 meses para estar pronta para uso em meio a surtos na África.

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Luis Gomes
20 de maio de 2026
2 min de leitura
Internacional

Uma vacina capaz de combater a cepa de ebola que atinge a África pode levar de seis a nove meses para estar pronta para aplicação na população. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (20) pela Organização Mundial da Saúde durante coletiva de imprensa em Genebra.

Segundo o consultor e líder da área de pesquisa e desenvolvimento da entidade, Vasee Moorthy, o processo de seleção de imunizantes candidatos foi acelerado em razão dos surtos registrados na República Democrática do Congo e em Uganda, mas ainda deve levar meses até ser concluído.

De acordo com Moorthy, há uma vacina em desenvolvimento voltada especificamente para a cepa Bundibugyo, responsável pelos surtos atuais, porém ainda não existem doses disponíveis para testes clínicos. Ele afirmou que essa deve ser a principal candidata por ser considerada a mais promissora contra a variante.

O pesquisador destacou ainda que o prazo estimado para disponibilização da vacina é de seis a nove meses. Outra candidata também está em desenvolvimento e pode ter doses para ensaios clínicos em cerca de dois a três meses, mas depende de resultados de testes em animais para avançar.

A Organização Mundial da Saúde contabiliza cerca de 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas relacionadas ao ebola nos surtos registrados na República Democrática do Congo e em Uganda.

Do total, 51 casos foram confirmados em duas províncias no norte da República Democrática do Congo, embora a própria organização reconheça que a escala real do surto pode ser maior do que os números oficiais indicam.

Em Uganda, dois casos foram confirmados na capital Kampala, ambos ligados a pessoas que haviam passado pela República Democrática do Congo. Um dos pacientes morreu e o outro, um cidadão norte-americano, foi transferido para tratamento na Alemanha.

Os surtos estão associados ao vírus Bundibugyo, identificado após análises laboratoriais que confirmaram a presença do agente em amostras coletadas na região de Rwampara. Diante da situação, autoridades da República Democrática do Congo e de Uganda declararam emergência em saúde pública, com reconhecimento internacional pela Organização Mundial da Saúde.

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Última atualização: 20/05/2026