A Organização Mundial da Saúde (OMS) segue monitorando os passageiros retirados do navio MV Hondius e que já retornaram aos seus países de origem após o surto de hantavírus registrado durante a expedição marítima. Apesar da conclusão da operação de repatriação, a entidade alertou que ainda há trabalho a ser realizado no acompanhamento epidemiológico dos casos.
Segundo a OMS, a origem do surto continua desconhecida. A organização informou que a primeira contaminação ocorreu antes mesmo do início da expedição do navio, em 1º de abril. O primeiro passageiro que morreu, um holandês de 70 anos, começou a apresentar sintomas no dia 6 de abril.
O navio MV Hondius segue em direção a Roterdão, nos Países Baixos, com chegada prevista para a próxima segunda-feira, 18 de maio, conforme comunicado da Oceanwide Expedition. Atualmente, 27 pessoas permanecem a bordo, sendo 25 tripulantes e dois profissionais de saúde. Nenhum deles apresenta sintomas associados ao hantavírus.
De acordo com as autoridades, o navio encontra-se ao largo da costa de Portugal. Seis passageiros que testaram negativo para o hantavírus devem chegar à Austrália nesta sexta-feira, após passarem pelos Países Baixos. O ministro da Saúde australiano afirmou que todos estão em boas condições de saúde e sem sintomas da doença.
Ainda segundo o governo australiano, os passageiros serão novamente testados ao desembarcarem no país e utilizarão equipamentos de proteção individual durante todo o voo, como medida preventiva para evitar qualquer risco de transmissão.
As autoridades de saúde também acompanham 22 pessoas identificadas como contactos próximos de uma passageira holandesa que morreu devido ao hantavírus. Embora estejam assintomáticas, elas seguem hospitalizadas. Conforme informações divulgadas pelo jornal Le Parisien, quatro dessas pessoas são crianças que já testaram negativo para o vírus, enquanto os demais resultados devem ser divulgados nesta quinta-feira.
Na atualização mais recente, a OMS reiterou que o risco do evento para a população mundial é considerado baixo, mas destacou que continuará monitorando a situação epidemiológica e poderá atualizar a avaliação de risco caso necessário.
A organização confirmou ainda que a estirpe identificada nos oito casos laboratoriais ligados ao surto é o vírus dos Andes (ANDV), uma variante do hantavírus com capacidade de transmissão entre humanos. Até 13 de maio, foram contabilizados 11 casos relacionados ao surto, incluindo três mortes. Destes, oito foram confirmados laboratorialmente, dois são considerados prováveis e um permanece inconclusivo, aguardando

