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OMS investiga mortes e possível transmissão de hantavírus em cruzeiro

OMS investiga mortes e possível transmissão de hantavírus em cruzeiro

OMS investiga mortes em cruzeiro ancorado em Cabo Verde e possível transmissão de hantavírus entre passageiros.

Carlos HenriqueCarlos Henrique
5 de maio de 2026
3 min de leitura
Internacional

A Organização Mundial da Saúde investiga uma possível transmissão de hantavírus entre passageiros do cruzeiro MV Hondius, ancorado em Cabo Verde, após a morte de três pessoas com sintomas compatíveis com a doença.

O caso chamou a atenção das autoridades sanitárias internacionais porque a transmissão do hantavírus costuma ocorrer principalmente por contato com roedores infectados, sendo considerada rara a disseminação direta entre humanos.

O que é o hantavírus?

O hantavírus pertence à família Hantaviridae e está associado principalmente a ratos e outros roedores silvestres, que podem carregar o vírus sem apresentar sintomas.

A infecção humana geralmente acontece quando pessoas entram em contato com ambientes contaminados por urina, saliva ou fezes desses animais.

Existem dois principais tipos de manifestações da doença:

Síndrome pulmonar por hantavírus, mais comum nas Américas;

Febre hemorrágica com síndrome renal, registrada principalmente na Europa e Ásia.

Como acontece a transmissão?

A forma mais comum de contágio ocorre pela inalação de partículas contaminadas presentes no ar após resíduos de roedores secarem em ambientes fechados.

Locais como:

galpões,

depósitos,

porões,

casas fechadas,

áreas rurais,

construções abandonadas

são considerados ambientes de maior risco.

Também pode haver transmissão por:

contato direto com materiais contaminados;

alimentos expostos;

feridas abertas em contato com resíduos de roedores.

Transmissão entre pessoas preocupa autoridades

Segundo a OMS, a transmissão entre humanos é considerada rara e foi registrada apenas em situações específicas envolvendo alguns tipos de hantavírus na América do Sul.

No caso do cruzeiro investigado, as autoridades trabalham com diferentes hipóteses:

infecção antes do embarque;

exposição em escalas da viagem;

contato com roedores a bordo;

ou possível transmissão entre passageiros.

A investigação ganhou atenção internacional justamente pela possibilidade incomum de disseminação em ambiente coletivo e fechado.

Sintomas do hantavírus

Os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras doenças virais e incluem:

febre;

dores musculares;

dor de cabeça;

cansaço intenso;

náuseas e vômitos.

Nos casos mais graves, o paciente pode desenvolver:

falta de ar;

insuficiência respiratória;

queda de pressão;

comprometimento dos rins;

choque circulatório.

A evolução pode ser rápida, exigindo internação hospitalar e cuidados intensivos.

Incubação pode durar até seis semanas

O período de incubação do hantavírus varia entre uma e seis semanas, o que dificulta as investigações epidemiológicas.

Por causa disso, autoridades sanitárias precisam reconstruir deslocamentos, locais visitados e contatos feitos pelas pessoas infectadas durante semanas anteriores ao aparecimento dos sintomas.

Como prevenir a doença

As principais medidas de prevenção envolvem controle de roedores e higiene adequada dos ambientes.

Especialistas recomendam:

evitar acúmulo de lixo;

armazenar alimentos corretamente;

vedar frestas em imóveis;

limpar ambientes fechados com pano úmido e desinfetante;

usar luvas e máscaras em locais suspeitos de infestação.

Em ambientes coletivos, como navios e alojamentos, inspeções regulares e controle de pragas são considerados fundamentais.

Investigação segue em andamento

A OMS acompanha o caso em conjunto com autoridades sanitárias internacionais para entender a origem das infecções e confirmar se houve ou não transmissão entre passageiros.

Até o momento, não há conclusão definitiva sobre a dinâmica do contágio no cruzeiro.

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Última atualização: 05/05/2026