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Nunes Marques vota por absolver Cláudio Castro no TSE

Nunes Marques vota por absolver Cláudio Castro no TSE

Ministro do TSE vota pela absolvição de Cláudio Castro em caso da “folha secreta”; julgamento segue com placar apertado.

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Luis Gomes
25 de março de 2026
2 min de leitura
Política

O ministro Kassio Nunes Marques votou nesta terça-feira (24) pela absolvição de Cláudio Castro no processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em que o ex-governador é acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Com o voto, o placar passou a 2 a 1 pela condenação, restando ainda quatro votos a serem proferidos.

Ao apresentar seu posicionamento, o ministro afirmou que não há provas suficientes para sustentar a condenação no caso relacionado ao escândalo da “folha secreta de pagamento”. Segundo ele, os depoimentos que indicam possível uso eleitoreiro de projetos sociais são “pontuais” e apresentam inconsistências diante do universo de cerca de 27 mil contratações realizadas.

Nunes Marques também destacou que não é possível estabelecer relação direta entre o suposto esquema e a reeleição de Castro, eleito em primeiro turno com 58,67% dos votos válidos. Para o ministro, apesar dos valores envolvidos serem elevados, os elementos disponíveis não atingem o grau de certeza necessário para aplicação de penalidades.

O julgamento ocorre após a renúncia de Cláudio Castro ao cargo, oficializada na segunda-feira (23), um dia antes da retomada da análise no TSE. A medida teve como objetivo evitar eventual cassação e garantir a realização de eleição indireta para o mandato-tampão até o fim do ano. Caso houvesse cassação, poderia ser convocada uma eleição direta.

A ação eleitoral tem origem no escândalo da “folha secreta de pagamento”, revelado em junho de 2022, que envolveu o uso da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Fundação Ceperj para pagamento de funcionários de projetos sociais em dinheiro vivo, sem divulgação dos nomes.

Investigações do Ministério Público do Rio apontaram saques de cerca de R$ 248 milhões diretamente em agências bancárias por dezenas de milhares de pessoas supostamente ligadas ao esquema. As contratações foram suspensas em agosto de 2022 após ação civil pública.

O caso gerou duas ações de investigação judicial eleitoral: uma movida pela chapa de Marcelo Freixo, derrotado no pleito, e outra pela Procuradoria Eleitoral. Em maio de 2024, Castro foi absolvido no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) por 4 votos a 3, decisão posteriormente questionada pelo Ministério Público Eleitoral no TSE.

O julgamento segue em andamento e ainda não há data para conclusão.

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Última atualização: 25/03/2026