O Ministério Público de São Paulo solicitou a prisão preventiva do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. Atualmente, o artista já é considerado foragido da Justiça em outro processo que tramita no Rio de Janeiro.
O pedido foi feito pelo promotor Alan Carlos Reis Silva em 5 de maio, no âmbito de uma investigação relacionada a disparo de arma de fogo em uma festa. A solicitação ainda será analisada pela Justiça, que pode decretar ou negar a prisão preventiva.
De acordo com a denúncia, o episódio ocorreu em 16 de dezembro de 2024, na cidade de Igaratá, no interior de São Paulo, quando Oruam teria efetuado um disparo de espingarda em meio a várias pessoas. O ato foi filmado e divulgado em redes sociais.
O promotor afirma ainda que o rapper é investigado por possíveis crimes de lavagem de dinheiro e por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho, além de responder a acusações de tentativa de homicídio contra policiais civis no Rio de Janeiro.
Segundo a acusação, a condição de foragido do artista compromete a aplicação da lei penal e aumenta o risco de frustração de eventual condenação.
No Rio de Janeiro, Oruam responde a processos por duas tentativas de homicídio qualificado relacionadas a um episódio ocorrido em julho de 2025, durante uma operação policial no bairro do Joá, zona sudoeste da capital fluminense.
Na ocasião, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes cumpriam mandado de busca e apreensão quando teriam sido atacados com pedras. Um oficial ficou ferido nas costas e no calcanhar, enquanto o delegado conseguiu se proteger durante a ação.
Além dessas acusações, o rapper também responde por resistência, desacato, ameaça e dano qualificado. Ele teve prisão preventiva restabelecida após descumprimento de medidas cautelares, incluindo regras relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.
O artista também é investigado em outro inquérito que apura esquema de lavagem de dinheiro. Na operação, familiares do rapper também foram citados, incluindo sua mãe e seu irmão, que seguem sob investigação.
Marcinho VP, pai de Oruam, é apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Comando Vermelho e cumpre pena em presídio federal.

