Isabela Nogueira, pioneira do bodyboard no Brasil, morreu nesta segunda-feira (23), aos 56 anos, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada. A atleta faleceu dois dias após completar aniversário e era considerada uma das principais referências da modalidade no país.
Reconhecida como uma das maiores bodyboarders do mundo, Isabela também atuava como professora na Escola Belas do Bodyboard. Em nota, a instituição lamentou a perda e destacou sua importância no esporte, descrevendo-a como “a verdadeira bailarina das ondas”.
Nos últimos anos, a atleta enfrentava uma doença autoimune que afetou seus neutrófilos, células responsáveis pela defesa do organismo. O quadro mobilizou a comunidade do surfe, que realizou uma campanha de doação de sangue em apoio à atleta.
A trajetória de Isabela no esporte começou a ganhar destaque ainda na década de 1980. Em 1989, ela conquistou o título de campeã brasileira no segundo ano do circuito nacional, consolidando-se como uma das responsáveis por abrir espaço para o bodyboard no Brasil.
Ao lado da irmã, Mariana Nogueira, tricampeã mundial, Isabela teve papel fundamental na popularização da modalidade e no incentivo à participação feminina no esporte. A Confederação Brasileira de Bodyboarding também se manifestou, ressaltando que o bodyboarding nacional perde uma de suas bases, mas que seu legado permanece nas praias e na história do esporte.
Além das conquistas, Isabela se dedicava à formação de novas atletas. Ela era uma das responsáveis pelo projeto “Belas do Bodyboard”, que oferece ensino da prática para mulheres na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro.
Na vida pessoal, Isabela foi casada com o ex-atacante Ézio, ídolo do Fluminense nos anos 1990, que morreu em 2011. Ela deixa dois filhos, Ezio e Mabel.

