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Morre Carlos Bastos, jornalista que ajudou a construir a história do Jornal Nacional

Morre Carlos Bastos, jornalista que ajudou a construir a história do Jornal Nacional

profissional que participou da criação do Jornal Nacional, da TV Globo, e construiu uma trajetória de quase sete décadas dedicada à cobertura política e à comunicação no Brasil.

Calvin SantanaCalvin Santana
23 de julho de 2026
2 min de leitura
Brasil

O jornalismo brasileiro perdeu um de seus grandes nomes. Morreu, aos 91 anos, o jornalista Carlos Henrique Esquivel Bastos, profissional que participou da criação do Jornal Nacional, da TV Globo, e construiu uma trajetória de quase sete décadas dedicada à cobertura política e à comunicação no Brasil. Ele faleceu em Porto Alegre (RS), após complicações cardíacas e renais durante uma internação hospitalar.

Natural de Passo Fundo (RS), Bastos iniciou a carreira em 1955, no jornal O Clarin, e tornou-se uma das principais referências da imprensa gaúcha. Ao longo de sua vida profissional, atuou em jornais, rádio e televisão, destacando-se pela cobertura de momentos marcantes da política brasileira.

Em 1969, integrou a equipe responsável pelo lançamento do Jornal Nacional, o primeiro telejornal em rede nacional da televisão brasileira. A experiência contribuiu para consolidar um formato que transformou a maneira como os brasileiros passaram a acompanhar os principais acontecimentos do país.

Trajetória marcada pelo jornalismo político

Durante sua carreira, Carlos Bastos acompanhou campanhas presidenciais, crises institucionais e acontecimentos históricos do Rio Grande do Sul e do Brasil. Também exerceu funções de liderança no Grupo RBS, onde foi chefe de reportagem da Zero Hora, da Rádio Gaúcha e da TV Gaúcha, além de dirigir departamentos de jornalismo e esportes. Posteriormente, atuou na comunicação pública, ocupando cargos na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e no governo estadual.

Colegas de profissão destacavam seu compromisso com a ética, a apuração rigorosa dos fatos e a formação de novas gerações de jornalistas. Bastos também integrava a Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, sendo reconhecido pelo incentivo ao jornalismo responsável e pelo compartilhamento de experiências com profissionais mais jovens.

Legado para o jornalismo brasileiro

A contribuição de Carlos Bastos vai além de sua participação na criação de um dos telejornais mais tradicionais do país. Sua trajetória representa uma geração de jornalistas que testemunhou importantes transformações políticas, sociais e tecnológicas do Brasil, sempre valorizando a credibilidade da informação e o compromisso com o interesse público.

Em tempos de rápidas mudanças no consumo de notícias, sua carreira reforça a importância do jornalismo profissional, pautado pela responsabilidade, pela verificação dos fatos e pelo respeito ao cidadão.

Carlos Bastos deixa esposa, quatro filhos, quatro netos e um legado de dedicação à imprensa brasileira que continuará inspirando profissionais da comunicação.

Créditos: Com informações do Correio Braziliense.

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#jornalismo#luto#jn
Última atualização: 23/07/2026