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Ministério Público vai apurar caso de intoxicação com mais de 100 clientes de pizzaria em Pombal

Ministério Público vai apurar caso de intoxicação com mais de 100 clientes de pizzaria em Pombal

Mais de 100 pessoas passam mal após comer em pizzaria em Pombal; caso é investigado e já tem uma morte confirmada.

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Luis Gomes
19 de março de 2026
2 min de leitura
Paraíba

O Ministério Público da Paraíba instaurou procedimento para investigar um caso de intoxicação alimentar que afetou mais de 100 pessoas após consumo na Pizzaria La Favorita, em Pombal. O episódio ocorreu no domingo (15) e resultou na morte de uma mulher na terça-feira (17), após agravamento dos sintomas.

A investigação está sob responsabilidade da promotora Patrícia Napoleão de Oliveira, que solicitou informações a órgãos como Vigilância Sanitária, Polícia Civil e Hospital Regional de Pombal para esclarecer as circunstâncias do caso. A partir dos dados coletados, serão definidas as próximas medidas.

Paralelamente, a Polícia Civil da Paraíba instaurou inquérito para apurar as causas da intoxicação. Segundo o delegado Rodrigo Barboza, a perícia é fundamental para identificar a substância responsável. Até o momento, o número de pessoas afetadas chega a cerca de 114, mas pode ser maior, já que nem todos buscaram atendimento médico.

A vítima fatal foi Raissa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, servidora da área de Agronomia da prefeitura local. A morte gerou comoção entre moradores do município.

De acordo com relatos iniciais, a maioria dos intoxicados consumiu pizza de carne de sol na nata, o que levanta suspeitas sobre os ingredientes utilizados. Amostras de alimentos e materiais do estabelecimento foram recolhidas para análise pericial.

Outro ponto investigado é a possibilidade de contaminação cruzada, já que há relatos de que a pizzaria passou por desinsetização dias antes do ocorrido. A polícia apura se substâncias utilizadas no processo podem ter contaminado os alimentos.

A Agência Estadual de Vigilância Sanitária interditou o estabelecimento de forma cautelar por 90 dias. Inspeções iniciais apontaram funcionamento em desacordo com normas sanitárias e documentação irregular.

O inquérito policial foi aberto na segunda-feira (16) e tem prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogado. O resultado da perícia deve levar mais de um mês.

Segundo o delegado, os responsáveis pelo estabelecimento podem responder por crime contra as relações de consumo, por fornecer produto impróprio, mesmo sem intenção. Com a morte registrada, também pode haver indiciamento por homicídio culposo.

Em manifestação nas redes sociais, um dos donos da pizzaria lamentou a morte da vítima, pediu desculpas aos clientes e afirmou que está colaborando com as autoridades para o esclarecimento do caso.

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Última atualização: 19/03/2026