A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comemorou nesta terça-feira (24) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais, ela escreveu “Obrigada, meu Deus!” ao compartilhar a notícia.
A decisão autorizou a transferência de Bolsonaro da unidade prisional para casa após o ex-presidente ser internado com broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões, sem previsão de alta. O benefício foi concedido com prazo inicial de 90 dias, a contar da alta médica, período após o qual haverá reavaliação do quadro clínico.
Michelle afirmou que seguirá cuidando do marido e disse celebrar “as pequenas vitórias”, destacando que fez orações para que ele pudesse receber tratamento em casa. Em outra publicação, relembrou um momento em que auxiliava o ex-presidente durante recuperação de uma cirurgia, reforçando o papel de apoio familiar.
A decisão também foi comemorada por aliados políticos. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a medida garante ao ex-presidente um tratamento adequado e cercado pela família. Ele declarou estar confiante na recuperação de Bolsonaro.
Michelle e Tarcísio integraram uma mobilização de aliados que pressionaram pela concessão da prisão domiciliar, junto ao senador Flávio Bolsonaro, à bancada bolsonarista no Congresso e a ministros do STF. Entre os argumentos apresentados, esteve o risco de agravamento do estado de saúde do ex-presidente.
Pela decisão de Alexandre de Moraes, Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica e ficará proibido de utilizar redes sociais ou produzir áudios e vídeos. Apesar da liberação para cumprir pena em casa, algumas restrições impostas pelo Supremo geraram críticas entre apoiadores.
O blogueiro Paulo Figueiredo afirmou que a medida limitaria a atuação política do ex-presidente. Já a defesa de Bolsonaro havia solicitado a prisão domiciliar desde antes do início do cumprimento da pena, que começou em novembro, após condenação a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
A determinação prevê que, após o período inicial, o Supremo reavaliará a necessidade de manutenção da prisão domiciliar, podendo inclusive solicitar nova perícia médica para análise do estado de saúde do ex-presidente.

