O deputado estadual Luciano Cartaxo (Republicanos) afirmou que o prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, deve concentrar seus esforços na administração da capital e evitar que o calendário eleitoral interfira na condução da gestão. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100,5.
Ao comentar o cenário político e administrativo da capital paraibana, Cartaxo avaliou que o mandato de Leo será marcado por um período de forte movimentação eleitoral, o que, segundo ele, exige equilíbrio para que a gestão não seja prejudicada.
"Foque em gestão", diz deputado
Durante a entrevista, o parlamentar afirmou que, se pudesse dar um conselho ao prefeito, recomendaria que a prioridade fosse a administração da cidade.
"Leo vai ter três anos de mandato. Um ano é esse, que é eleitoral. O ano que vem já é pré-eleitoral. E no terceiro ano tem a reeleição dele, se resolver disputar. Então, ou ele vai focar em gestão ou vai focar em campanha. Se eu pudesse dar um conselho, eu dizia: foque em gestão. Porque, se você não conseguir acompanhar os resultados, cobrar e monitorar as entregas, a cidade acaba sofrendo", declarou.
Demandas da população devem vir primeiro
Cartaxo reconheceu que a participação do prefeito nas articulações políticas faz parte da atividade pública, mas ressaltou que as necessidades da população devem permanecer como prioridade da administração.
"O país está respirando eleição e ele tem os candidatos dele, o que é legítimo. Mas eu estou falando de gestão. Ele tem que ter tempo para enfrentar os desafios da cidade. Se pretende disputar a reeleição daqui a três anos, precisa acelerar agora e apresentar resultados", afirmou.
Parlamentar cita problemas na cidade
Na entrevista, Luciano Cartaxo também apontou áreas que, na avaliação dele, precisam de maior atenção por parte da Prefeitura de João Pessoa.
Segundo o deputado, questões como limpeza urbana, manutenção das vias, saúde, transporte público e iluminação exigem respostas rápidas da gestão municipal.
"Você anda pela cidade e vê mato, lixo e buracos. O cidadão não quer saber de quem é a culpa, ele quer o problema resolvido. Tem questões essenciais como saúde, transporte público e iluminação. Não tem outra alternativa: é reunir a equipe, enfrentar os desafios e dar respostas à população paralelamente ao processo eleitoral", concluiu.
Fonte: Fonte83

