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Justiça suspende novas construções na orla de João Pessoa por risco de sobrecarga no esgoto

Justiça suspende novas construções na orla de João Pessoa por risco de sobrecarga no esgoto

Decisão judicial impede novos empreendimentos de grande porte na orla de João Pessoa até comprovação da capacidade do sistema de esgotamento sanitário.

Carlos HenriqueCarlos Henrique
17 de junho de 2026
2 min de leitura
João Pessoa

A Justiça da Paraíba determinou a suspensão de novas construções de grande porte e novas ligações à rede de esgoto em áreas da orla de João Pessoa, como os bairros de Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (17) pelo juiz convocado Marcos Coelho de Salles, da 3ª Câmara Cível, após recurso apresentado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB).

A medida restabelece uma liminar anterior que impedia novas autorizações até que seja comprovada, por meio de estudos técnicos, a capacidade do sistema de esgotamento sanitário de suportar a demanda gerada por novos empreendimentos.

Decisão aponta risco de danos ambientais e impactos no turismo

Na decisão, o magistrado destacou que a liberação de novas cargas de esgoto em uma rede com indícios de saturação pode causar danos ambientais graves, como a contaminação do lençol freático, prejuízos à balneabilidade das praias e impactos negativos à saúde pública e à atividade turística.

A restrição, no entanto, não é definitiva. Novos empreendimentos poderão ser autorizados caso a Prefeitura de João Pessoa ou a Cagepa apresentem comprovação técnica individualizada de que a rede de esgoto do local possui capacidade suficiente para receber a nova carga.

Ministério Público questionou flexibilização da medida

O Ministério Público argumentou que a decisão anterior, que havia flexibilizado a proibição e estabelecido apenas um sistema de comunicação mensal sobre novas ligações, poderia causar danos ambientais irreversíveis diante das dúvidas sobre a estrutura do saneamento na orla.

A Justiça também considerou indícios de irregularidade no processo, apontando que o MPPB não teria sido devidamente intimado para participar da audiência pública que embasou a flexibilização da medida.

Ação também prevê novas medidas de monitoramento ambiental

O caso faz parte de uma ação movida pelo Instituto Protecionista SOS Animais e Plantas contra a Prefeitura de João Pessoa, Cagepa, Sudema e Governo da Paraíba, que aponta problemas ambientais relacionados aos sistemas de saneamento e drenagem da capital.

Entre as determinações já estabelecidas estão a instalação de placas informativas sobre a balneabilidade das praias pela Sudema, análises de possíveis líquidos poluentes encontrados em galerias pluviais pela Seinfra e estudos sobre a qualidade da areia das praias em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Fonte: Jornal da Paraíba

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Última atualização: 17/06/2026