A João Pessoa decretou situação de emergência em saúde pública devido ao avanço expressivo dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. A medida, anunciada pela prefeitura, tem validade inicial de 90 dias e busca conter os impactos do aumento de internações na rede municipal.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o crescimento acelerado de casos tem pressionado a capacidade de atendimento, atingindo tanto adultos quanto crianças. Também foi registrada alta na procura por serviços de urgência e aumento na necessidade de suporte ventilatório, o que elevou a taxa de ocupação de leitos clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Diante do cenário, o sistema público de saúde enfrenta dificuldades para manter a resposta adequada à demanda. Para minimizar os efeitos da crise, o decreto prevê a ampliação da capacidade hospitalar, a reorganização dos fluxos de atendimento e a priorização de leitos para pacientes com SRAG em unidades vinculadas ao Sistema Único de Saúde.
A medida também autoriza ações administrativas excepcionais, como a dispensa de licitação para aquisição de insumos e contratação de serviços, além da requisição de bens e da reorganização da força de trabalho na área da saúde. A expectativa é que as iniciativas contribuam para garantir assistência aos pacientes e reduzir a sobrecarga no sistema durante o período de emergência.

