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Israel mata comandante iraniano em ataque no estreito de Hormuz

Israel mata comandante iraniano em ataque no estreito de Hormuz

Israel afirma ter matado chefe naval iraniano em ataque de precisão, elevando tensão no estreito de Hormuz em meio à guerra.

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Luis Gomes
27 de março de 2026
2 min de leitura
Internacional

As forças de Israel afirmaram ter matado o chefe do braço naval da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, em um ataque de precisão realizado na noite de quarta-feira (25). A informação foi divulgada nesta quinta-feira (26) pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, mas ainda não havia sido confirmada oficialmente por Teerã.

Segundo Katz, o ataque atingiu Tangsiri e outros comandantes navais, possivelmente na cidade de Bandar Abbas, onde está localizada uma das principais bases da Guarda Revolucionária no estreito de Hormuz. O militar era responsável por coordenar a estratégia de controle da região, considerada vital para o fluxo global de energia.

O estreito de Hormuz é uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás natural liquefeito do mundo, por onde passavam cerca de 20% dessas commodities antes do início do conflito. Desde então, o Irã tem restringido a circulação de embarcações associadas a países adversários, além de ameaçar ataques e ampliar sua presença militar na área.

A morte de Tangsiri ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que já dura quase um mês. De acordo com autoridades americanas, mais de 140 embarcações iranianas foram destruídas, enquanto cerca de 30 navios comerciais foram atingidos na região, agravando a instabilidade no comércio marítimo internacional.

Com mais de 90% do tráfego afetado no estreito, os preços de petróleo e gás dispararam, pressionando economicamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O governo americano tenta conter os impactos com sinais de negociação, embora as tratativas ainda sejam incertas e marcadas por divergências entre as partes.

Há indícios de articulação diplomática envolvendo países como o Paquistão, que atua como interlocutor, e menções a um possível avanço nas conversas, citado pela diplomacia da China como um “vislumbre de esperança”.

Nos bastidores, os Estados Unidos teriam solicitado a Israel que evitasse atingir figuras-chave envolvidas em negociações, como o chanceler iraniano Abbas Araghchi e o presidente do Parlamento, Mohammad Ghalibaf, considerados centrais para eventuais acordos.

Apesar das movimentações diplomáticas, os confrontos continuam. Ataques e contra-ataques seguem sendo registrados na região, incluindo lançamentos de mísseis e drones por parte do Irã. Nesta quinta-feira, duas pessoas morreram em Abu Dhabi após serem atingidas por destroços de um míssil interceptado.

O governo americano estabeleceu prazo até sábado (28) para avanços nas negociações que levem à reabertura do estreito de Hormuz. Enquanto isso, o cenário permanece instável, com riscos elevados para a segurança internacional e o abastecimento energético global.

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Última atualização: 27/03/2026