Voltar para o início
Israel e Irã sinalizam recuo após pressão de Trump

Israel e Irã sinalizam recuo após pressão de Trump

Novas declarações indicam tentativa de conter escalada militar após fim do cessar-fogo e aumento da tensão no Oriente Médio.

L
Luis Gomes
9 de junho de 2026
3 min de leitura
Internacional

Israel e Irã deram sinais nesta segunda-feira (8) de que podem conter a escalada militar registrada nos últimos dias, após o colapso do cessar-fogo que elevou o risco de uma retomada do conflito em larga escala no Oriente Médio. O movimento ocorreu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo público para que os ataques fossem interrompidos e afirmou que um acordo para encerrar a crise ainda é possível.

A manifestação de Trump aconteceu em meio ao aumento da pressão internacional e aos impactos econômicos provocados pelos confrontos, que impulsionaram os preços do petróleo no mercado internacional. O presidente americano declarou que Israel e Irã devem interromper imediatamente os ataques e indicou que as negociações seguem em andamento, apesar das dificuldades enfrentadas ao longo do processo.

Pouco depois das declarações do líder americano, as Forças Armadas iranianas anunciaram o encerramento dos ataques contra Israel. No entanto, o governo de Teerã advertiu que responderá de forma mais intensa caso ocorram novos bombardeios israelenses no Líbano.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reforçou que o país permanece comprometido com a diplomacia, mas afirmou que não aceitará ameaças. Segundo ele, o Irã seguirá atuando simultaneamente nas frentes política e militar. Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, informou que continuam as trocas de mensagens com Washington, embora em um ambiente marcado por forte desconfiança.

Do lado israelense, não houve posicionamento oficial sobre as novas declarações. Entretanto, autoridades ouvidas por veículos internacionais afirmaram que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu suspendeu os preparativos para um novo ataque ao Irã após pressão exercida pelo governo dos Estados Unidos.

Apesar dos sinais de contenção, os confrontos continuaram ao longo do dia. Israel anunciou ter atingido uma usina petroquímica no sudoeste do Irã, alegando que a instalação era utilizada para a produção de mísseis balísticos. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica informou ter atacado uma estrutura semelhante localizada na cidade israelense de Haifa.

Autoridades israelenses relataram que cerca de 30 mísseis balísticos foram lançados pelo Irã desde domingo (7). Alertas de ataque aéreo foram acionados em Jerusalém, enquanto o governo determinou o fechamento das escolas em todo o território nacional. O Exército manteve estado de alerta elevado diante da possibilidade de novos ataques.

No Irã, explosões também foram registradas em Teerã. A imprensa local informou que sistemas de defesa aérea interceptaram um drone sobre a capital. Não houve relatos imediatos de vítimas ou danos significativos. Além disso, os aeroportos iranianos permaneceram com operações suspensas por tempo indeterminado.

A nova onda de violência teve início após bombardeios israelenses contra posições do Hezbollah em Beirute durante o fim de semana. Em resposta, Teerã lançou ataques com mísseis contra Israel e voltou a defender que qualquer acordo mediado pelos Estados Unidos deve incluir o encerramento das operações militares israelenses no Líbano.

Mesmo diante dos esforços diplomáticos, representantes militares dos dois lados mantiveram discursos de prontidão para um confronto prolongado. Um oficial israelense afirmou que o país está preparado para atuar pelo tempo que considerar necessário, enquanto uma fonte militar iraniana declarou que Teerã também está pronta para um conflito de longa duração e para ações contra interesses americanos na região.

A instabilidade regional ganhou novos contornos após os houthis do Iêmen, aliados do Irã, anunciarem restrições à navegação de embarcações israelenses no mar Vermelho. O grupo também reivindicou um ataque com mísseis contra Israel, ampliando as preocupações sobre a possibilidade de expansão do conflito para outras frentes no Oriente Médio.

Enquanto as negociações diplomáticas seguem em curso, os acontecimentos das últimas horas demonstram que a situação permanece delicada e sujeita a novos desdobramentos, mesmo diante dos sinais de moderação apresentados por Israel e Irã.

Tags

#israel#irã#donald#trump#oriente#médio#cessar-fogo#conflito#militar
Última atualização: 09/06/2026