O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país não pretende aceitar um cessar-fogo no atual conflito no Oriente Médio. A declaração foi feita nesta segunda-feira (9) por meio de uma publicação nas redes sociais e reforça o posicionamento adotado por outras autoridades iranianas nos últimos dias.
Segundo o líder do Legislativo iraniano, o país considera que o responsável pela agressão deve sofrer consequências para que episódios semelhantes não se repitam no futuro.
“O agressor deve ser atingido para que aprenda a lição e nunca mais pense em atacar o Irã”, declarou.
Irã critica estratégia de Israel no conflito
Na mesma publicação, Ghalibaf criticou o que chamou de estratégia recorrente de Israel em conflitos militares.
De acordo com ele, o país utilizaria um ciclo repetido de confrontos e negociações para manter sua posição de poder na região.
Segundo o presidente do Parlamento iraniano, essa estratégia seguiria o padrão de “guerra, negociações, cessar-fogo e depois guerra novamente”.
Para o dirigente iraniano, Teerã pretende romper esse ciclo e manter uma postura mais firme diante das ofensivas.
Trump ameaça resposta militar mais forte
Em meio ao aumento das tensões, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país poderá responder com força ainda maior caso o Irã bloqueie o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o comércio global de energia.
Segundo Trump, os Estados Unidos podem atacar o Irã “vinte vezes mais forte” caso a navegação seja interrompida na região.
A declaração foi divulgada por meio de uma rede social.
Disputa sobre bloqueio no Estreito de Ormuz
O governo iraniano afirma que o Estreito de Ormuz está fechado desde a semana passada e chegou a ameaçar atacar navios que tentarem atravessar a região.
Já os Estados Unidos negam que o bloqueio esteja efetivamente em vigor. Mesmo assim, registros indicam que o fluxo de embarcações diminuiu nos últimos dias.
A região é considerada uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo.
Conflito impacta mercado internacional de petróleo
A escalada do conflito no Oriente Médio tem provocado impactos diretos no mercado internacional de energia.
No décimo dia de confrontos, a perspectiva de interrupção no fornecimento global levou o preço do barril de petróleo a US$ 120, atingindo o valor mais alto em quatro anos.
Antes do início da crise, o barril era negociado em torno de US$ 70.
Após novas declarações de Trump sobre o possível fim dos combates, o preço voltou a cair e ficou novamente abaixo dos US$ 100.
Possibilidade de mudanças em sanções
Durante as declarações, Trump também afirmou que os Estados Unidos poderiam suspender algumas sanções relacionadas ao setor de petróleo, embora não tenha detalhado quais medidas seriam adotadas.
Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, as sanções aplicadas ao petróleo da Rússia poderiam ser revistas como parte de um pacote de medidas para conter a alta nos preços internacionais do combustível.
Enquanto isso, o governo iraniano afirmou que o eventual fim do conflito dependerá da decisão de Teerã, capital do país, indicando que as tensões no Oriente Médio ainda permanecem sem uma solução imediata.

