Um homem de 18 anos foi alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (6), na cidade de Dona Inês, durante uma operação que investiga fraudes envolvendo jogos de azar online, como o popular “Jogo do Tigrinho”.
Na Paraíba, o mandado foi cumprido pela delegacia de Solânea. Segundo a Polícia Civil da Paraíba, o alvo da ação teve a identidade preservada.
De acordo com o delegado Pablo Macedo, a investigação apura envolvimento com fraudes eletrônicas e cassinos online.
“Demos cumprimento a um mandado de busca na cidade de Dona Inês, em um imóvel situado no centro, e a situação era de envolvimento com fraudes eletrônicas e cassinos online, envolvendo esse Jogo do Tigrinho”, afirmou.
Grupo é suspeito de movimentar R$ 11 milhões
As investigações apontam que a organização criminosa atuava de forma estruturada, com divisão de funções e uso de tecnologia para dificultar a identificação dos envolvidos, incluindo proxies e contas falsas.
Segundo a polícia, o grupo utilizava contas “demo” para simular ganhos elevados e atrair vítimas por meio das redes sociais.
O esquema começou a ser investigado após uma operação realizada em julho de 2024, na residência de um influenciador digital em Brazlândia, no Distrito Federal. Ele divulgava supostos lucros em plataformas de apostas e direcionava seguidores para links manipulados, onde os valores eram desviados sem que as apostas fossem realmente realizadas.
As apurações indicam ainda a existência de uma estrutura interestadual, com integrantes responsáveis pelo recrutamento de pessoas, criação de contas fraudulentas e ligação com plataformas estrangeiras.
A polícia estima que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 11 milhões em atividades ilícitas. Um dos investigados apresentou média diária de R$ 48 mil em transações financeiras.
Operação cumpre mandados em vários estados
A ação é coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal, que cumpre oito mandados de busca e apreensão contra nove investigados.
Além da Paraíba, os mandados também foram executados em outros estados. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 11 milhões nas contas ligadas aos suspeitos.
O caso segue sob investigação.

