Equipes do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), cumpriram na manhã desta quinta-feira (12) um mandado de busca e apreensão na residência do prefeito de Jacaraú, Márcio Aurélio.
A medida faz parte das investigações que apuram o assassinato do vereador Peron Filho, ocorrido em setembro do ano passado. O processo tramita sob segredo de Justiça.
A operação contou com apoio da Polícia Civil da Paraíba e foi autorizada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
Mandados foram cumpridos em duas residências
Segundo informações do Ministério Público, a ordem judicial foi cumprida na residência do prefeito e também na casa de um ex-gerente do Fórum da comarca de Jacaraú.
Durante as diligências, os investigadores realizaram buscas e apreenderam materiais que podem contribuir com o andamento das investigações. Todo o conteúdo recolhido será encaminhado para análise técnica pelas autoridades responsáveis pelo caso.
De acordo com o MPPB, o objetivo da operação é aprofundar as linhas investigativas e reunir elementos que possam ajudar no esclarecimento do crime.
Investigação busca identificar envolvidos
Conforme o Ministério Público, as diligências realizadas nesta etapa da investigação têm como finalidade coletar provas que possam contribuir para identificar autores e possíveis participantes do assassinato do vereador.
A investigação envolve a análise de documentos, equipamentos e outros materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados.
As autoridades responsáveis pelo caso ainda não divulgaram detalhes sobre os itens recolhidos, justamente porque o processo segue sob sigilo judicial.
Encontro investigado pela Polícia Civil
Em novembro do ano passado, a Polícia Civil da Paraíba revelou que investigava um encontro entre o prefeito e dois ex-secretários municipais de Jacaraú.
Os ex-secretários citados são Jeferson Carvalho, que atuava na Secretaria de Transportes e Mobilidade, e Antônio Fernandes, então responsável pela Secretaria de Administração.
Ambos chegaram a ser presos sob suspeita de envolvimento no assassinato do vereador Peron Filho durante o curso das investigações.
Segundo o delegado Sylvio Rabelo, responsável pelo caso, a reunião teria ocorrido cerca de 25 dias após a morte do vereador.
Ainda de acordo com o delegado, o encontro não constava na agenda oficial da gestão municipal, o que passou a ser analisado pelos investigadores dentro das linhas de apuração do caso.
Polícia apura possível motivação política
Além da identificação de autores e possíveis participantes, a Polícia Civil também investiga se o crime pode ter tido motivação política.
A análise desse possível cenário faz parte das etapas da investigação conduzida pelas autoridades responsáveis, que buscam compreender as circunstâncias que levaram ao assassinato do vereador.
Vereador foi morto após partida de futebol
O vereador Peron Filho foi assassinado no dia 15 de setembro, quando saía de uma partida de futebol no município de Jacaraú.
Desde então, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, com acompanhamento do Ministério Público, que atua no aprofundamento das apurações sobre o crime.
Investigações seguem em andamento
Com o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, o Ministério Público e a Polícia Civil esperam obter novos elementos que possam ajudar no esclarecimento do assassinato.
Os materiais recolhidos durante a operação serão analisados tecnicamente e poderão contribuir para o avanço das investigações.
Até o momento, as autoridades reforçam que o processo segue sob segredo de Justiça, e novas informações devem ser divulgadas apenas conforme o andamento das apurações oficiais.

