O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado (14) que o ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a apresentar um quadro de soluços, voz fraca e aparência abatida durante internação no Hospital DF Star.
Segundo o parlamentar, que visitou o pai na unidade hospitalar em Brasília, os sintomas haviam diminuído na sexta-feira (13), mas voltaram a ocorrer no dia seguinte.
De acordo com Flávio, o ex-presidente também aparenta cansaço e não recuperou a força normal da voz.
“Ontem não estava com soluços, mas hoje já estava. A aparência continua abatida. E você sente que ele não está com a voz forte, a voz normal. Está enfraquecida”, afirmou o senador.
Ex-presidente diz que estado de saúde permanece igual
Durante a visita, Flávio Bolsonaro afirmou que perguntou ao pai sobre o estado de saúde. Segundo ele, o ex-presidente respondeu que não houve melhora no quadro clínico.
De acordo com o senador, Bolsonaro disse que permanece na mesma condição.
“Ele não disse que estava se sentindo melhor, ele disse que estava ‘na mesma’”, relatou.
Defesa prepara novo pedido de prisão domiciliar
Flávio Bolsonaro também informou que aguarda a elaboração de um novo laudo médico para que os advogados do ex-presidente possam apresentar à Justiça um novo pedido de prisão domiciliar.
Segundo o senador, a solicitação será baseada na necessidade de acompanhamento médico e familiar constante devido aos efeitos colaterais das medicações.
Ele argumenta que a permanência sem assistência próxima pode representar riscos ao ex-presidente.
Senador cita risco de acidentes
De acordo com Flávio Bolsonaro, o ex-presidente recebe atendimento adequado no local onde está custodiado, mas passa períodos sozinho, o que, segundo ele, poderia gerar riscos em caso de emergência.
“Ele é muito bem tratado no Batalhão. O problema é que ele dorme sozinho e passa muito tempo do dia sozinho e pode sofrer acidente. Se tiver demora para atendimento, pode resultar na morte dele”, declarou.
Avaliação médica é aguardada
O senador também afirmou que médicos teriam relatado que o quadro de saúde de Bolsonaro poderia ter sido mais grave caso o atendimento hospitalar inicial tivesse demorado mais tempo.
Segundo ele, a informação reforça a necessidade de acompanhamento permanente do ex-presidente.
A defesa aguarda agora a elaboração de um novo relatório médico para fundamentar o pedido que poderá ser apresentado à Justiça.

