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Fiocruz conclui transferência de tecnologia para produzir medicamento contra o HIV no Brasil

Fiocruz conclui transferência de tecnologia para produzir medicamento contra o HIV no Brasil

A iniciativa representa um importante avanço para a saúde pública brasileira e fortalece a autonomia do país na fabricação de medicamentos considerados estratégicos para o tratamento de pessoas que vivem com o vírus.

Calvin SantanaCalvin Santana
17 de julho de 2026
2 min de leitura
Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu o processo de transferência de tecnologia que permitirá a produção, em território nacional, do dolutegravir, um dos principais medicamentos utilizados no tratamento do HIV e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa representa um importante avanço para a saúde pública brasileira e fortalece a autonomia do país na fabricação de medicamentos considerados estratégicos para o tratamento de pessoas que vivem com o vírus.

Segundo a Fiocruz, três lotes do medicamento já foram produzidos e validados pelo instituto. Agora, os produtos aguardam a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que possam ser incorporados à rede pública de saúde.

Além disso, a instituição segue trabalhando na validação da metodologia analítica do ingrediente farmacêutico ativo, etapa necessária para consolidar todo o processo produtivo.

Produção nacional será ampliada

O acordo de transferência tecnológica também contempla a fabricação da combinação entre dolutegravir e lamivudina, outro antirretroviral amplamente utilizado no tratamento do HIV e fornecido gratuitamente pelo SUS.

A expectativa da Fiocruz é que essa nova fase da nacionalização da produção tenha início no próximo ano, ampliando a capacidade do Brasil de produzir medicamentos essenciais para o enfrentamento da doença.

Tratamento que salva vidas

Atualmente, mais de 770 mil pessoas utilizam o dolutegravir no Brasil como parte da terapia antirretroviral disponibilizada pelo SUS.

O medicamento é reconhecido por sua alta eficácia no controle da replicação do vírus HIV, contribuindo para reduzir a carga viral no organismo e proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes. Quando o tratamento é realizado de forma contínua e correta, é possível alcançar a chamada carga viral indetectável, condição em que o vírus deixa de ser transmitido por via sexual — princípio conhecido mundialmente como "Indetectável = Intransmissível (I=I)".

Fortalecimento da saúde pública

A produção nacional do medicamento reduz a dependência de importações, fortalece o Complexo Econômico-Industrial da Saúde e oferece maior segurança no abastecimento da rede pública, especialmente diante de possíveis oscilações do mercado internacional.

Especialistas também destacam que investir em tecnologia nacional representa uma estratégia importante para garantir a sustentabilidade de programas de assistência farmacêutica e ampliar a capacidade de resposta do país em futuras demandas de saúde pública.

O Brasil é reconhecido internacionalmente por oferecer, desde a década de 1990, tratamento universal e gratuito para pessoas vivendo com HIV, política considerada uma referência no enfrentamento da epidemia e na promoção do acesso à saúde.

Créditos: Com informações da Agência Gov.

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Última atualização: 17/07/2026