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Febre do Nilo Ocidental mata idosa em Santa Catarina

Febre do Nilo Ocidental mata idosa em Santa Catarina

Santa Catarina confirma morte de idosa por Febre do Nilo Ocidental. São Paulo também registra dois casos da doença.

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Luis Gomes
25 de agosto de 2026
3 min de leitura
Brasil

A Secretaria da Saúde de Santa Catarina confirmou a morte de uma idosa de 77 anos vítima da Febre do Nilo Ocidental. O óbito ocorreu no dia 8, em Imbituba, no litoral sul do estado. Um homem de 56 anos, de Caçador, também foi infectado, mas apresentou boa evolução e recebeu alta. Os locais prováveis de infecção dos dois casos ainda são investigados.

A doença é causada por um arbovírus, grupo que também reúne os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre-amarela. A transmissão ocorre principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex. Não há registro de transmissão entre humanos.

São Paulo confirma dois casos

São Paulo também confirmou dois casos humanos da Febre do Nilo Ocidental nesta segunda-feira (24). Segundo a Secretaria da Saúde, são os primeiros registros humanos confirmados no estado.

Uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, viajou recentemente para a região amazônica e já recebeu alta. Uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto, permanece internada.

O local provável de infecção ainda é investigado pelas equipes de vigilância.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, o primeiro registro da doença no Brasil ocorreu em 2014. Desde então, 13 estados já registraram casos.

Como ocorre a transmissão

O vírus tem como principais hospedeiras algumas espécies de aves silvestres. A infecção também pode atingir humanos, equinos, primatas não humanos e outros mamíferos, embora o papel desses animais na transmissão ainda não esteja totalmente esclarecido.

Além da transmissão por mosquitos, situações mais raras podem envolver transfusão de sangue, transplante de órgãos, aleitamento materno e transmissão durante a gestação, da mãe para o feto.

Sintomas da Febre do Nilo Ocidental

A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Cerca de 20% desenvolvem manifestações clínicas, geralmente leves.

Entre os sintomas estão:

  • Febre;

  • Mal-estar;

  • Falta de apetite;

  • Náuseas e vômitos;

  • Dor de cabeça;

  • Dor muscular;

  • Dor nos olhos;

  • Manchas na pele;

  • Aumento dos gânglios linfáticos.

Em casos mais raros, o vírus pode atingir o sistema nervoso e provocar quadros graves, como encefalite, meningite e outras alterações neurológicas.

Confusão mental, redução do nível de consciência, tremores e convulsões são considerados sinais de alerta. Nessas situações, é necessária avaliação médica e pode haver necessidade de hospitalização.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico combina avaliação clínica e exames laboratoriais. Pessoas com sintomas compatíveis que tenham estado em áreas com circulação do vírus ou que tenham sido expostas a mosquitos devem informar essa condição ao serviço de saúde.

Não existe vacina nem antiviral específico disponível para uso em humanos. O tratamento é direcionado ao controle dos sintomas, com medidas como repouso, hidratação e acompanhamento médico.

Nos casos graves, pode ser necessária internação, inclusive em UTI, com suporte respiratório, reposição de líquidos por via intravenosa e tratamento das complicações.

Prevenção contra a doença

A principal forma de prevenção é reduzir a exposição aos mosquitos. A Secretaria de Estado da Saúde recomenda o uso de repelente, roupas que cubram a maior parte do corpo e telas em portas e janelas.

Também é importante eliminar recipientes e outros locais que possam acumular água.

Os cuidados devem ser reforçados entre o entardecer e o amanhecer, período de maior atividade dos mosquitos Culex. A secretaria também orienta evitar o contato ou o manuseio de animais encontrados mortos.

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Última atualização: 25/08/2026