A família da médica francesa Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, vítima de feminicídio em João Pessoa, foi localizada pelo Consulado da França no Brasil. Os parentes pretendem realizar a cremação do corpo na Paraíba, mas o procedimento depende de autorização judicial devido às circunstâncias do crime.
A Polícia Civil acionou o consulado após confirmar a nacionalidade da vítima. Chantal foi morta no mês de março pelo namorado, o gaúcho Altamiro Rocha. Segundo as investigações, após o crime, o corpo da médica foi colocado dentro de uma mala e abandonado embaixo de uma árvore no bairro de Manaíra.
Ainda de acordo com a polícia, a mala foi incendiada por outro homem, que teria agido a pedido de Altamiro Rocha. O namorado da médica foi encontrado morto no dia seguinte ao feminicídio.
A principal linha de investigação aponta que uma facção criminosa teria cometido o assassinato de Altamiro como forma de punição. A suspeita é de que ele tenha atraído a presença policial para a região ao praticar o feminicídio contra a médica francesa.
Apesar da intenção da família de cremar o corpo de Chantal Etiennette Dechaume, a legislação impede a realização do procedimento em casos de homicídio sem autorização da Justiça. Dessa forma, os familiares precisarão solicitar autorização judicial para que a cremação possa ocorrer.
O corpo da médica permanece no Instituto de Medicina Legal (IML) de João Pessoa. O prazo padrão para retirada por familiares é de 30 dias, mas, devido ao fato de os parentes residirem fora do Brasil, a direção do IML poderá autorizar a prorrogação desse período.

