Sete integrantes de facções criminosas tentaram fugir da Penitenciária de Segurança Máxima Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida como PB1 e PB2, utilizando alvarás de soltura falsificados. A tentativa foi identificada por policiais penais e confirmada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, que determinou a abertura de investigação sobre o caso.
Tentativa de fraude
De acordo com a apuração, os detentos chegaram a ser chamados para assinar documentos de soltura. No entanto, inconsistências levantaram suspeitas, levando à verificação junto à Vara de Execuções Penais.
Após consulta à juíza Andrea Arcoverde e ao juiz Carlos Neves, foi confirmado que os alvarás eram falsos, contendo assinaturas fraudulentas dos magistrados.
Como o esquema funcionava
Segundo as investigações iniciais, os documentos teriam sido enviados por meio do Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça, levantando a suspeita de uso indevido de credenciais de servidores federais.
A magistrada responsável pelo caso afirmou que se trata de “documento falso, elaborado com a finalidade de fraudar a Justiça e de acarretar a soltura indevida do sentenciado”.
Perfil dos envolvidos
Entre os sete presos envolvidos na tentativa estão lideranças e integrantes de alto escalão de organizações criminosas que atuam no Nordeste, incluindo membros de facções como Comando Vermelho, Bonde do Cangaço e Nova Okaida.
Documentos indicam que alguns deles possuem penas superiores a 27 anos de prisão, enquanto outros cumprem condenações por diversos crimes.
Providências e investigação
Diante da gravidade, a Justiça determinou a abertura de inquérito policial e a designação de um delegado especial para apurar o caso.
O Tribunal de Justiça da Paraíba informou que a tentativa foi totalmente frustrada, sem qualquer liberação indevida, graças à atuação dos sistemas de segurança e dos servidores.
Além disso, foram acionadas a Corregedoria-Geral de Justiça, comissões de segurança institucional e o Ministério Público. Uma sindicância também foi instaurada pela direção da unidade prisional.
O caso segue sob investigação, com foco em identificar a origem dos documentos falsificados e eventuais responsáveis pela tentativa de fraude. As autoridades aguardam a conclusão da sindicância para definir novas medidas e responsabilizações.

