Voltar para o início
EUA aplicam sanções contra brasileiros por suposta ligação com o PCC

EUA aplicam sanções contra brasileiros por suposta ligação com o PCC

Estados Unidos sancionam dois brasileiros e quatro empresas por suposto esquema de lavagem de dinheiro em benefício do PCC.

Carlos HenriqueCarlos Henrique
2 de julho de 2026
3 min de leitura
Internacional

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira (1º), a aplicação de sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas em São Paulo e uma empresa de Portugal por suspeita de participação em um esquema internacional de lavagem de dinheiro em benefício do Primeiro Comando da Capital (PCC).

As medidas foram oficializadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Investigação aponta esquema de lavagem de dinheiro

Segundo as autoridades americanas, os investigados utilizavam empresas de fachada para receber recursos provenientes de atividades criminosas praticadas em território norte-americano e transferi-los a integrantes da facção criminosa no Brasil.

Ao anunciar as sanções, o governo do presidente Donald Trump classificou o PCC como a maior organização criminosa do Ocidente. O governo americano também informou que o PCC e o Comando Vermelho (CV) passaram a ser considerados organizações terroristas pelos Estados Unidos no fim de maio.

Medidas têm como base ordens executivas

As sanções foram fundamentadas em duas ordens executivas do governo dos Estados Unidos.

A Ordem Executiva nº 14059 trata do combate ao tráfico internacional de drogas, enquanto a Ordem Executiva nº 13224 autoriza a adoção de sanções contra indivíduos e organizações classificados como terroristas ou apontados como apoiadores dessas atividades.

Dois brasileiros estão entre os principais alvos

Os principais alvos das medidas são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.

De acordo com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, Shimada atuava como principal ligação entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais. As autoridades afirmam que ele teria movimentado mais de US$ 30 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 156 milhões, por meio de operações envolvendo criptomoedas.

Ainda segundo o governo americano, o investigado utilizava uma rede de empresas para ocultar a origem dos recursos e dificultar o rastreamento das transações financeiras.

Empresas também foram sancionadas

Entre as empresas incluídas na lista de sanções estão:

Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda.;

Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda.;

Wave Construções Inteligentes Ltda.

As três possuem sede no estado de São Paulo.

Também foi sancionada a empresa portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda., apontada pelas autoridades americanas como integrante da estrutura utilizada para movimentação dos recursos investigados.

Tesouro dos EUA aponta atuação de colaboradora

Segundo o Departamento do Tesouro, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira atuava como secretária e colaboradora próxima de Victor Henrique de Oliveira Shimada.

As autoridades afirmam que ela auxiliava na retirada de grandes quantias em dinheiro e prestava apoio logístico às operações de lavagem de dinheiro atribuídas ao esquema investigado.

Até o momento, não houve divulgação, no material apresentado, de manifestação da defesa dos investigados sobre as acusações. As sanções representam medidas administrativas adotadas pelo governo dos Estados Unidos e estão relacionadas às investigações conduzidas pelas autoridades norte-americanas.

Tags

#pcc#estados#unidos#sanções#lavagem#dinheiro#departamento#tesouro
Última atualização: 02/07/2026