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Estudo internacional aponta que Bolsa Família elevou emprego e reduziu mortalidade

Estudo internacional aponta que Bolsa Família elevou emprego e reduziu mortalidade

Pesquisa ligada às universidades Columbia, Stanford e FGV aponta que expansão do Bolsa Família reduziu mortes e aumentou empregos.

Carlos HenriqueCarlos Henrique
6 de maio de 2026
2 min de leitura
Brasil

Um estudo divulgado pelo National Bureau of Economic Research (NBER) apontou que a ampliação do Bolsa Família, realizada em 2012, contribuiu para o aumento do emprego, redução de internações hospitalares e queda na mortalidade entre famílias em situação de extrema pobreza.

O working paper, publicado em março de 2026, foi desenvolvido por pesquisadores ligados à Columbia University, Stanford University e Fundação Getulio Vargas (FGV).

Reforma garantiu renda mínima para famílias

O estudo analisou a reforma implementada durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, que criou um complemento financeiro para garantir que nenhuma família beneficiária permanecesse abaixo da linha da extrema pobreza.

Segundo os pesquisadores Michael C. Best, Felipe Lobel e Valdemar Pinho Neto, a renda adicional ajudou famílias a superar dificuldades básicas, como a falta de alimentação adequada e medicamentos, permitindo melhores condições físicas e emocionais para buscar trabalho e manter empregos.

Pesquisa aponta aumento do emprego e queda nas mortes

Para chegar aos resultados, os pesquisadores cruzaram informações do Cadastro Único (CadÚnico), da folha de pagamento do Bolsa Família, da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS).

Os dados mostraram:

crescimento de 4,8% na taxa de emprego entre beneficiários;

redução de 14% na mortalidade;

queda de 8% nas hospitalizações;

diminuição de 6% no tempo médio de internação;

redução de 14% a 15% nos custos hospitalares financiados pelo Estado.

O estudo também apontou queda significativa em internações por problemas relacionados à pobreza extrema:

38% menos internações por subnutrição;

8% menos casos ligados a doenças infecciosas;

9% menos complicações digestivas.

Além disso, os gastos das famílias com medicamentos cresceram cerca de 50%.

Inclusão produtiva

Os autores classificaram os resultados como um processo de “inclusão produtiva”.

Segundo o estudo, ao garantir um piso mínimo de renda, o Estado amplia as condições para que pessoas em situação de vulnerabilidade consigam se alimentar melhor, comprar medicamentos e reduzir a insegurança financeira, fatores que contribuem diretamente para a entrada e permanência no mercado de trabalho.

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Última atualização: 06/05/2026