Estudantes do Colégio Estadual Padre Hildon Bandeira, no bairro da Torre, em João Pessoa, realizaram um protesto nesta quinta-feira (19) para denunciar problemas estruturais e falhas no ensino.
A manifestação ocorreu em frente à unidade e chegou a bloquear um trecho da Avenida Júlia Freire.
Falta de climatização e estrutura é principal queixa
Durante o protesto, os alunos relataram dificuldades enfrentadas no dia a dia, principalmente relacionadas à falta de climatização nas salas de aula.
“A gente não aguenta mais, o calor está de matar. Não tem como passar cinco minutos dentro da sala de aula. A fiação da escola é toda antiga. Estamos há oito anos na luta na estrutura da escola, ar-condicionado, climatização”, afirmou o estudante Caio Henrique.
Além das salas, o auditório da escola também apresenta problemas estruturais.
“Nosso auditório não é praticamente auditório, não tem cadeira. A gente tem que trazer aquelas cadeiras plásticas para sentar, a climatização é horrível”, relatou o estudante Herenilson dos Santos.
Ensino técnico e integral também é alvo de críticas
Os estudantes também denunciaram problemas no ensino técnico e integral, que teria sido interrompido sem compensação para os alunos que já estavam no meio do ano letivo.
Segundo os relatos, há ainda inconsistências no calendário escolar, o que tem impactado diretamente a rotina dos estudantes.
Governo promete visita técnica à escola
Após a mobilização, a comunidade escolar foi informada de que equipes das áreas de obras, administração, protagonismo e educação integral devem realizar uma visita técnica à unidade, além de ouvir as demandas dos estudantes.
Colégio Militar também enfrenta denúncias
Outra unidade citada nas reclamações é o Colégio da Polícia Militar da Paraíba, onde pais de alunos denunciam a falta de professores para o ensino médio e atraso no calendário do ensino fundamental.
De acordo com relatos, mais de 400 estudantes estariam sem aulas devido à não conclusão de uma nova unidade escolar.
“O prédio, até então, hoje, dia 19 de março, não está pronto. Então, são mais de 400 alunos sem aulas”, afirmou a mãe Tássia París.
Direção prevê entrega de unidade até o fim do mês
Em resposta, o diretor da unidade, o tenente-coronel Edmilson de Castro, informou que a empresa responsável pela obra garantiu a entrega do novo prédio até o dia 31 de março.
Ele também afirmou que aguarda o envio de mais professores pela Secretaria de Educação da Paraíba para regularizar o funcionamento da escola.
Secretaria não respondeu até o momento
O Jornal da Paraíba informou que tentou contato com a Secretaria de Educação do Estado, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem.
Também não houve posicionamento sobre a regularização do calendário escolar dos alunos do ensino fundamental do Colégio Militar.
Situação preocupa comunidade escolar
As denúncias reforçam a preocupação de estudantes e pais com a qualidade da educação na rede estadual.
A expectativa é de que as medidas anunciadas tragam soluções para os problemas apontados e garantam melhores condições de ensino nas unidades afetadas.
Fonte: Jornal da Paraíba
Créditos: Portal Ne1

